Ruas – Região Central

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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Seg Jan 21, 2013 4:40 pm

Maya vê tudo acontecendo, uma nova transformação, só que agora o caladão se transformava em um lobo. A garota se apresenta, e aos demais, e então pergunta se ela achava que poderia fazer o mesmo, ao que, após uma risadinha nervosa (tipo um suspiro acompanhado de um mover de lábios que moldam um sorriso, mas que é algo rápido, meio pra um sorriso amarelo), e responde:

-- Bem, eu nunca antes na minha vida tinha sequer ouvido falar numa possibilidade de uma pessoa se transformar em um animal ou outra criatura… Só no cinema mesmo… Mas com isso assim tão claro na minha frente… Se você pode fazer e ele fez… e se me diz que eu também posso, quem sou eu pra dizer o contrário, né? Sou do tipo que quem não arrisca, não petisca, e que nunca digo que não gosto de algo ou não sei, se não provar ou tentar, então… Só tentando para chegar a uma conclusão exata, né?

Era um raciocínio lógico, mas, no fundo, tinha alguma apreensão quanto a se realmente seria capaz… Até que dúvidas iniciais lhe invadem, e ela pergunta para Vitória:

-- Dói pra se “transformar”??? E, depois que se transforma, consegue-se entender o que as pessoas dizem? Dá pra falar como nós?

Esperava por mais algumas explicações, antes de irem para uma parte mais “prática” da coisa…
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Maya Moreno

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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Seg Jan 21, 2013 4:56 pm

- Isso depende. Nós falamos a língua dos lobos, assim como um idioma próprio. Então, poderá se comunicar, caso consiga mudar. As primeiras tentativas sempre são difíceis, mas logo, fica tão natural quanto respirar.

Ela inspirou, passando as mãos pela própria barriga, que se encolheu, como se estivesse fazendo um exercício de respiração ou algo do tipo.

- Todos nós temos sonhos de lobo na adolescência. Você também teve? Se teve, tente se lembrar da sensação. Entregue-se! Basta querer, de verdade.
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Seg Jan 21, 2013 5:32 pm

As palavras de Rico são duras e ausentes de qualquer sensibilidade para com quem ele dizia ter “matado” a própria mãe. Os homens não tinham um pingo de sensibilidade.

Khloe morde o lábio inferior, num misto de raiva e nervosismo, sente vontade de mandar ele se fuder, mas se segura e nada diz. Guarda tudo o que sentia para si, pois era assim que estava acostumada a ser, quieta, instrospectiva, observadora, silenciosa, já havia falado demais com estranhos para uma noite só.

Eles começam a andar e Rico recomenda que ela faça o mesmo.

Não via razão alguma para seguir com aqueles estranhos, e da mesma forma não via razão alguma para continuar naquele ambiente bizarro. Em silêncio ela segue acompanhando o grupo, mantendo cerca de uns 2 metros de distância atrás de Rico.

Se havia uma saída encontraria se fosse com eles. Eram estranhos, mas pareciam os mais normais dentro daquele ambiente. Talvez onde estivesse o carro deles, houvesse algum ponto de táxi, e aí poderia pegar um táxi e voltar para o hotel, encontrar Jasmim e dormir, dormir o suficiente para que quando acordasse tudo parecesse tão normal quanto despertar após uma longa noite de estranhos pesadelos.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Seg Jan 21, 2013 6:33 pm

A parte em que Vitoria fala em que “as primeiras tentativas eram mais difíceis” a preocupou um pouco, mas então ela começa a fazer uns exercícios que pareciam fazer parte do “ritual de transformação”. Até que ela fala de sonhos com lobos, e um sorriso espontâneo e bonito se faz em seu rosto, relembrando quando sonhava que era um belo lobo castanho, ao que comenta com Vitória:

-- Sim, lembro-me que era um lobo castanho, e que corria por terras que não me lembrava em ter conhecido, mas que eram lindas! Lembro de uma lua imensa, que ficava contemplando, depois de correr por bastante tempo por entre as matas e quando chegava em um despenhadeiro, sobre a rocha, observava embevecida a beleza daquela lua tão grande…

Ela fecha os olhos e, com um sorriso doce nos lábios, mergulha na recordação daqueles sonhos de quando era uma garota ainda descobrindo a vida, naqueles sonhos que a faziam conhecer a liberdade em toda a sua plenitude, sentindo o cheiro da mata e dos diversos aromas que pareciam tão fortes quanto autênticos perfumes, a vegetação roçando no pelo, a leveza dos movimentos de correr tão rapidamente quanto sequer poderia pensar… Era bom, mesmo bom! Sentia-se muito, muito bem!
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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Seg Jan 21, 2013 6:45 pm

Rico sorri ao ver que ela os estava seguindo. Passaram por algumas ruas, e uns prédios pareciam ainda mais feios que os outros. Os bueiros exalam um cheiro estranho, que mostrava a corrupção espiritual do centro da cidade. Eles andavam com cuidado, porque aquela era uma região repleta de alguns perigos que Khloe logo aprenderia a temer. A loba, como sempre, seguia à frente, farejando o caminho.
As esperanças de Khloe eram vívidas. Queria retornar para Jasmim, e teria que contar com a sorte para conseguir tal façanha.
Ao entrarem em um pequeno beco, Rico diz.

- Agora, espere.

Subitamente, o garoto loiro some, como se a realidade em volta dele se rasgasse, como alguém caindo em uma piscina. A loba fez o mesmo, deixando os dois sozinhos ali. Rico esperou alguns instantes, para também sumir. Por um curto período de tempo, Khloe ficou sozinha naquela paisagem apocalíptica. Mas antes que ela pudesse sair dali, surtar ou qualquer coisa, sente mãos a agarrando, e como o choque de uma queda em um grande corpo aquoso, ela sente o baque de voltar para o mundo “real”. O beco ali parecia bem menos assustador, com o carro à frente do mesmo, tapando a visão do que acontecia dentro. O garoto loiro já estava entrando no carro. No banco traseiro, havia uma estonteantemente bela mulher loira, que parecia tapada por um cobertor. Não havia nenhum sinal da loba. Rico disse.

- Entre no carro. A levaremos para um lugar seguro onde vai poder aprender a outra metade do que tem que saber essa noite.





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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Seg Jan 21, 2013 6:51 pm

- Ótimo! Que boa memória! Agora, concentre-se nesses sonhos. Transforme-os em realidade!

Ela disse com enorme animação, claramente satisfeita pela postura de Maya, que parecia ser bem aberta ao que queria dizer. Ela se afastou um pouco, enquanto Carlos continua olhando sem qualquer expressão, embora fosse claramente difícil ler as feições de um lobo. Juanito olha de longe, com seus braços cruzados. Todos prestavam a atenção para ver se ela conseguiria.


-

Date/Time Description Result
2013-01-21 16:50:18 Maya rolls 4 dice to Mudar (Diff 7) 3,9,9,3 (2 successes)

Se ela tentar mudar, conseguirá ir até a forma GLABRO.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Seg Jan 21, 2013 7:56 pm

Incentivada por Vitória, Maya continua a rememorar aqueles sonhos, e ante sua dica para tentar vivenciá-los, ela tenta concentrar-se ainda mais, pois, se era pra cair dentro, que fosse dando o seu melhor!

Cada vez mais recordava-se das sensações vividas nos sonhos, e a cada passo que dava, enquanto lobo, buscava senti-lo o melhor possível. Procurava sentir a erva fresca nas patas, farejando todos os aromas que uma mata poderia proporcionar: era uma sensação nova, buscava inspirar o ar em busca da identificação de cada aroma e adentrava em um estado de meditação que experimentara algumas vezes ao praticar alguns rituais de Wicca com sua grande amiga de adolescência e que permanecia até os dias atuais.

Fica nesse estado por algum tempo – tempo esse que não estava precisando, pois centrava-se nas sensações de ser aquela bela loba castanha. Quando sente tudo mais vívido, mas forte, mais presente, quando começa a realmente vivenciar a experiência que havia vislumbrado em sonhos da adolescência, então começa a sentir algo estranho: afinal, sentia realmente seu corpo começar a transformar-se!

As coisas acontecem com alguma celeridade, e sentia-se crescer assustadoramente, sobretudo em musculatura e pelos! Sentia como se seus pés houvessem virado uma plataforma, e quando olha para eles assusta-se um pouco com seu tamanho, bem como com as garras que neles continham! O mesmo poderia dizer das mãos, que, imensas, também traziam garras afiadas, que, se não se cuidasse, talvez ferisse a si própria.

“Oh, meu Deus! Oh meu Deus! Então… é verdade??? Eu… me… transformei?”

Ela olhava ainda para si mesma, buscando espiar dentro do roupão, que agora estava bem apertado, e sentia-se realmente muito… peluda, até na cara sentia pelos!

Então começa a balbuciar algo:

-- Eu… eu… me… transformei…!

E sai caminhando pelo quarto, em busca de um espelho onde pudesse ver-se. Estaria ela como tinha ficado a Vitória, parecendo uma criatura primitiva, como os mais antigos ancestrais do homo sapiens? Demonstrava um misto de curiosidade e algum temor.
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Seg Jan 21, 2013 8:09 pm

Enquanto acompanhava o grupo em silêncio, Khloe se permitia observar melhor aquele ambiente surreal. Se não estivesse vivendo um dos piores momentos de sua vida, poderia talvez pensar em usar o cenário em alguma ambientação hardcore de um game de action-horror.

Eles param ao entrarem em um beco e Khloe arregala os olhos ao ver o louro desaparecer bem diante de si, como se tivesse entrado por um portal para outra dimensão, ou um “town portal” de Diablo. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, a loba faz o mesmo e em seguida Rico. Ela olha assustada para os lados e de repente é puxada e tem uma sensação muito estranha ao “passar pelo portal”. Ligeiramente atordoada ela percebe que estava em um beco, o mesmo que estava ainda há pouco do…

“Outro lado?!”

Khloe olha rapidamente para trás, para onde supostamente estava até poucos instantes atrás ao ser puxada para…

“O mundo real?!”

Um carro estava parado e o louro acabava de entrar e no banco de trás uma loura protegida por um cobertor e nenhum sinal da loba que os acompanhava. Rico falava para ela entrar pois a levariam para um local seguro onde ela iria aprender mais sobre o que precisava saber. Khloe hesita. Sua intenção era voltar para o hotel e para Jasmim. Parecia estar de volta ao mundo real, mas após essa experiência de ter visto e passado por um portal multidimensional (era como sua “lógica”, definia aquela experiência), já não tinha mais certeza de nada.

Ela passa a mão direita pelo rosto, esfregando os olhos, e volta a olhar para todos. Sua razão ainda não conseguia processar tudo aquilo. Mas não descobrira que sua mãe era uma vampira, não estivera com vampiros esta noite? Não estava em “outra dimensão” até alguns instantes atrás? O que mais existia por aí que sua razão desconhecia? E ela, pelo que Rico dizia, não possuía ela uma força e um propósito ainda desconhecidos?

“Oh, fuck! Isso parece cheirar muito mal, mas parece que eu tenho os pés bem enfiados nesta merda!”

Ela engole a própria saliva e sua razão grita para que ela faça coisa certa e saia correndo dali, o mais rápido que puder, mas havia algo mais forte do que tudo isso, talvez um instinto antigo, talvez curiosidade, talvez a necessidade de conhecimento, mas o que acontece é que algo a impele a entrar no carro, de forma que olhando bastante séria para Rico, ela diz antes de entrar:

– Eu só vou entrar aí com vocês porque… eu vi coisas e quero respostas! Só por isso!

Podia ser loucura entrar em um carro com desconhecidos em uma cidade mais desconhecida ainda, mas de certa forma, Khloe sabia se defender. Decide correr o risco de ganhar algumas respostas para que as coisas comecem finalmente a fazer algum sentido, se é que isso era possível.

Jogava a moeda para o alto, e só havia dois possíveis resultados, torceria para ter alguma sorte. Pior não poderia ficar, poderia?
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 10:06 am

- Sim, é verdade.

Disse a mulher, sorridente, como alguém com real satisfação a respeito do que estava acontecendo ali. Poucos tinham a chance de encontrar um Filhote tão cooperativo. Até mesmo imaginava que aquela noite seria mais difícil.
Maya havia se transformado em uma versão mais “lupinizada” dos seres humanos primitivos, com 15 centímetros a mais de altura, e músculos dignos de um fisiculturista. E claro, haviam os pêlos, em abundância quase perturbadora para uma jovem moderna. A voz estava grave e até mesmo um pouco gutural.

- Isso se chama Glabro. Uma das 4 formas que possuímos, além da nossa própria, claro.

Vitoria a seguiu, mostrando-a o espelho da porta do guarda-roupas do local. Khloe poderia ver suas feições angulosas, dentes grandes, mandíbulas primitivas, e tudo a que tinha direito naquela forma.

- Agora fica mais fácil acreditar no que tenho a dizer, não é mesmo?

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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 10:12 am

- Encontrará muitas respostas.

Rico esperou que ela entrasse, no banco traseiro, para então entrar, assentando-se no banco do carona. O loiro estava ao volante, e logo deu partida, começando a dirigir pelas ruas sujas e mal iluminadas da Cidade do México. Ele voltou a falar.

- Essa noite você viu Vampiros. Os matou. Mas além deles... tem algo mais nos filmes que já viu? Sabe, outro tipo de monstro que divide muito as telas com essas coisas mortas.

A loira ao lado de Khloe riu um pouco. Estava encolhida no banco, olhando para a recém chegada com grande curiosidade, e até um certo divertimento.
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Olhos-Cinzentos - Narração

Mensagem  Noh-Tante em Ter Jan 22, 2013 10:37 am

*Acorda com um solavanco do veiculo*

* Boceja *

"Pra onde será que esses caras estão me levando?" "

"Essa viagem é longa, mas não tão longa quanto a que me trouxe da primeira vez. Mas sacudia menos"
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Ter Jan 22, 2013 11:40 am

Khloe ouvia o que Rico dizia. Ela era uma garota bastante antenada, de modo que arqueia ligeiramente a sobrancelha esquerda ao imaginar o que ele queria dizer com aquilo e então pergunta:

– Você tá querendo dizer que Underworld (Anjos da Noite) não fica apenas nas telas do cinema? O combate eterno de vampiros e lobisomens é uma realidade?

Era bastante prática, pois queria respostas que fizessem algum sentido. Já tinha visto bastante coisa estranha naquela noite, então não seria nada impactante se Rico dissesse que sim, embora tivesse que ver com seus próprios olhos para “aceitar” aquela novidade que não passava de folclore arraigado em diversas culturas mundiais. Homens que se transformavam em feras em noites de lua cheia e levavam caos e destruição por onde passassem: lobisomens.

A risada da loura encolhida e coberta ao seu lado faz Khloe ficar um pouco mais tímida ainda, detestava ser observada e se alguém risse então era um desastre. Ela sente o rosto aquecendo de novo, deve ter ficado ligeiramente vermelha ao pensar que a outra ria dela.

“É, deve ser engraçado imaginar que eu seria capaz de matar vampiros. E aliás, quem é essa garota? E por que ela tá toda enrolada em um cobertor com o calor que tá fazendo esta noite?!”

Passa a olhar a garota de rabo de olho, para ver qual era a dela.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Ter Jan 22, 2013 11:46 am

Maya estava estupefata diante do espelho. Sim, era possível, tinha acontecido com ela!

Vitória falava-lhe do nome da criatura em que se transformara: Glabro, mas que havia ainda outras 3 formas, pelo que percebera, além da forma humana.

Ainda se analisava com total perplexidade. Leva as “mãos” gigantescas à cara, com cuidado para não ferir-se com aquelas garras, passando as costas dela no rosto, que coberto estava com um boa camada de pelo. Analisava os dentes pontiagudos, os olhos, a expressão que ganhara.

Se acreditar em palavras não era fácil, estar daquela forma diante do espelho era-lhe algo realmente muito complicado de compreender. Por que? Por que isso acontecia com ela? Nunca se sentira uma “anormal”, sempre fora saudável, ainda sem saber que sua saúde e o estado que ganhara tivessem qualquer relação, mas é que aquilo era tão louco, tão absurdamente improvável…

Ela deixa-se ficar por um bom tempo, olhando tudo, de cima abaixo do corpo, que mudara consideravelmente, tornando-a completamente irreconhecível!

Ela olha para Vitória outra vez, que parecia contente. Estaria contente por ter encontrado outra como ela no mundo? Seriam uma sociedade de criaturas que se procuravam, e se agrupavam? Há quanto tempo estaria sendo observada?

Havia tantas perguntas na cabeça de Maya que ela instintivamente fecha os olhos e balança-a, tornando a abri-los, como se aquele gesto pudesse reorganizar um pouco do emaranhado de ideias, perguntas, possíveis conjeturas que se avolumavam dentro dela.

Eram tantas coisas, tantas informações jogadas de uma só vez na sua direção que ela parecia zonza. É então que outra coisa das zilhões que lhe assombravam começa a ganhar maior evidência, ao arregalar os olhos de novo, e olhar para as mãos, para seu “novo” corpo, pergunta para Vitoria, naquela voz esquisita que ganhara com a nova “forma” de criatura:

-- Peraí, Vitoria… você disse que foi uma dessas transformações que me manteve a salvo essa noite… Eu me lembro… de estar diante de um idiota que estava maltratando uma velhinha, e cuidava muito mal dos seus cãezinhos… Me lembro do covarde mandando os bichinhos me atacar, doíam pra caramba as minhas pernas, eles me mordiam… mas eu não me lembro de mais nada! O que é que vocês sabem a respeito? Vocês estavam lá?

Maya parecia algo nervosa, aflita. Aquela gente “esquisita” que não conhecia de lugar nenhum, com um papo estranho, depois se transformando em criaturas e lobos, depois ela mesma transformando-se em uma criatura, e agora aquela recordação, aqueles vãos na memória… Estando daquele jeito, o que poderia ter feito? Se não se lembrava de nada, que atos poderia ter cometido? O que acontecera?

Maya parecia meio que em estado de choque. A ficha começava a cair agora – e diante de tanta bagunça em uma vida que mantivera sempre o controle, Maya sentia-se completamente desnorteada, deixando-se “tombar” no chão, de onde começa a deixar algumas lágrimas cair – sensação que antes era tão comum, até aquilo transforma-se em estranho.
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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 12:00 pm

- Mais ou menos... Não perdemos tanto do nosso tempo andando atrás de defuntos como essas coisas do filme. Mas sim... Serve pra comparação. Mas aguenta aí. Jajá vai aprender a parada de verdade.

Após uma rápida olhada para o retrovisor, Rico, como se soubesse de tudo que estava se passando no banco de trás, principalmente a respeito da retração natural de Khloe, diz em voz baixa.

- Demetria, pare de encará-la.

A loira acata imediatamente, apesar de não muito satisfeita. Khloe poderia perceber que estava nua por baixo daquele cobertor, embora não pudesse ver muito. O carro tomava seu rumo para fora do centro da cidade.
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 12:04 pm

- Eu não estava lá.

Vitoria, olhou para o chão, suspirando profundamente. Era velha o bastante naquele “mundo” para saber que aquela era uma das partes mais difíceis de entender para um Filhote recém chegado.

- Mas pela experiência, digo que foi levada a matar tudo o que se movia. Mas não é culpa sua. Quase todos nós chegamos a esse mundo devido a uma situação violenta. Apenas a aproximação da morte consegue libertar nossos maiores instintos, e o poder adormecido em nosso Espírito.

Ela observou a garota atenciosamente. Todos o fizeram. A reação dela àquela história provavelmente seria o que ditaria seu comportamento pelos próximos dias.
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Narração - Olhos Cinzentos

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 12:06 pm

O outro lobo continuou ali, assentado. Quando Olhos Cinzentos perguntou, ele disse sem grandes delongas.

- Pra liberdade, meu amigo. Vai ver só como é...

Aquele caixote estranho era monótono, estressante para um bando de lobos. Algo que Olhos Cinzentos podia notar muito bem.

- CONTINUE EM RUAS - SUDESTE
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Ter Jan 22, 2013 1:01 pm

Khloe ouve a resposta de Rico e não podia dizer que não estava curiosa, mas pelo visto ainda teria que esperar um pouco mais, de forma que decide esperar, entretanto Rico fala com a garota que estava ao seu lado, chamando-a por Demetria!

Khloe agora encara a garota, com bastante atenção e pode perceber que ela parecia estar sem roupa alguma por debaixo do cobertor, então diz de súbito:

– Demetria?!? É sério que você quer que eu pense que essa aqui era a loba que "tava" com vocês? É isso que vocês são? Mutantes? Metamorfos? Lobisomens???

Sua voz revelava surpresa aliada a uma leve incredulidade.
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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 1:17 pm

O loiro cai em gargalhadas com a fala de Khloe, chegando até mesmo a descuidar do volante, o que o rende uma cotovelada no ombro, que logo o retorna ao estado de atenção à estrada. Dessa vez, é a loira que responde, em uma voz naturalmente doce, mas não meiga.

- E é assim tão improvável? Você viu meus olhos de perto. Não os acham parecidos com a outra vez?

Acabou rindo um pouco, assim como Rico, embora a risada do mesmo tenha durado muito menos tempo. Ele continuou.

- Afinal, seria estranho outras coisas, como viu essa noite, existirem e nós não, não acha?
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Ter Jan 22, 2013 1:34 pm

Os olhos de Maya arregalam-se ainda mais, em um semblante incrédulo, ao que diz:

-- Matar??? Não! Eu seria incapaz de matar uma mosca que fosse! Ainda mais cãezinhos que eu tanto protejo, ou aquela velhinha! Não pode ser! Eu estou aqui nessa forma de criatura, e sei exatamente o que está acontecendo comigo! Sei que é errado matar! Como é que eu simplesmente ignoraria tudo o que aprendi e apliquei a vida toda?

Maya parecia buscar por respostas que ela mesma conhecia. Seria incapaz de matar qualquer ser vivo, mesmo que fosse um canalha covarde como o que se deparara.

Olha nervosamente para os outros dois, que também a olhavam. Sua cabeça dava voltas e voltas, e não conseguia concatenar qualquer ideia. Aquilo tudo podia ter acontecido: contra fato, não há argumentos, ela era uma coisa estranha que se transformava em uma criatura mais estranha ainda, digna dos cinemas, mas daí a matar?

Abanava a cabeça e dizia, em um pequeno pranto de negação:

-- Não, eu não sou uma assassina! Eu combato os assassinos, ajudando a levá-los à cadeia! Eu não sou uma assassina… Não seria capaz de matar nem um bandido, que dirá um inocente!

E torna-se a se calar e a se fechar em seu mundo de zilhões de pensamentos. Se, por um lado não queria aceitar aquela “realidade crua” que lhe era apresentada, de criatura assassina, por outro, tudo o que aqueles três, sobretudo Vitoria lhe dissera, haviam conseguido comprovar. Nada havia que pudesse desconfiar deles, apesar de que conhecia-se muito bem… Ou será que não? Até há pouco, desconhecia essa sua “natureza”… Como poderia certificar-se se havia mesmo feito ou não aquilo? E se houvesse realmente matado, em uma fúria selvagem? Ao menos não recordava-se de nada… Mas ainda assim, se realmente houvesse matado, a inconsciência ou o fato de não lembrar-se não a eximia da culpa… Maya sentia-se completamente desnorteada, seu mundo parecia desabado em uma realidade tão inacreditavelmente dura que, ainda diante dos fatos, parecia difícil de aceitar. Afunda sua cabeça entre os joelhos, sentada no chão, sequer importando-se se a posição fazia aparecer alguma parte de seu corpo ou qualquer coisa do tipo. Suas preocupações, seus sentimentos, sua mente estava tão em outros lugares que nada mais importava-lhe. Se fora mesmo capaz de fazer aquilo, de chacinar o canalha, a velhinha e os cães e “sabe-se-lá-mais-quem”, então precisaria voltar a conhecer-se. Precisaria de ajuda para entender em que estava se transformando, para saber como viver sua vida dali em diante. E parecia que aqueles que estavam diante de si eram um caminho para isso.

Depois de alguns minutos ali, pensando e pensando, Maya ergue novamente a cabeça. Ainda chorava. Olha para cada um dos três, e finda por fitar Vitória, ao que ela diz:

-- Eu jamais me perdoarei se realmente tiver matado… Mas vocês parecem dizer verdades, parecem querer ajudar. Você se transformou diante dos meus olhos nisso que eu estou agora, e disse que tinha experiência “nisso”… Imagino que os outros dois também tenham, e estejam aqui pra me recrutar, ou alguma coisa parecida…

Ela pausa, buscando secar as lágrimas, que insistiam em brotar naqueles olhos de bruta criatura, e continua:

-- Se eu realmente matei… então eu já não me conheço mais. Eu… (e o choro aumenta um pouco) eu preciso me conhecer… Preciso saber o que está acontecendo comigo, porque eu não quero ser uma besta matadora. Prefiro morrer do que impingir o sofrimento a inocentes… Por favor… (o choro aumenta mais, tornando-se em pranto) Por favor, me ajudem a entender isso!

Era uma súplica que fazia, diante de uma dor lancinante que apunhalava o peito.
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Ter Jan 22, 2013 2:19 pm

Khloe aproxima um pouco o rosto do rosto de Demetria, como se quisesse mesmo conferir seus olhos e então exclama:

– Holy fuckin’ shit!

Sua expressão era de certo assombro, porém não como se fosse algo que não pudesse aceitar ou compreender, não a esta altura do campeonato. Era apenas uma novidade “diferente”. Alguns segundos se passam e ela pergunta para Demetria:

– Era mesmo você? Como você consegue fazer isso?

E de repente se lembra das última palavras de Rico e emenda:

– Vocês todos conseguem fazer isso?! Oh, my God! Por que vocês me pegaram?! O que pretendem fazer comigo?

Quase que de forma inconsciente, coloca a mão na porta do carro, pronta para abri-la, tomada de um certo pavor de que eles também quisessem machucá-la como os vampiros queriam, embora até o momento, todos eles tivessem sido “amigáveis” com ela. Talvez fosse puramente um instinto de sobrevivência ou qualquer coisa do tipo, afinal, os monstros da lenda, comiam os seres humanos.
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 3:40 pm

Os três assistiram o drama de Maya em silêncio. Vitoria com um pouco mais de empatia, com uma clara tristeza em seu olhar. Carlos aprecia uma escultura de ébano, com seus pelos negros e total falta de reações. Juanito mantinha-se mais neutro, evitando qualquer uma de suas costumeiras piadinhas. Vitoria diz.

- Deve se perdoar, Maya. E com o tempo, vai aprender como fazer isso.

A ultima parte da fala desesperada da garota agradou à mulher, um pouco mais velha, que sorriu de maneira larga. Aproveitando a posição de Maya, ela se colocou ao lado da mesma, passando uma mão pelos cabelos mais longos e grossos que o normal, olhando-a com ternura.

- Agora, volte à sua forma natural. A levarei a um lugar cheio de outros como você, onde vai aprender tudo sobre você mesma e seus ancestrais.
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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 3:48 pm

- Sim, todos conseguimos. E você também. Jajá vai aprender a controlar isso.

Disse a jovem loira, que parecia se divertir ainda mais com toda aquela histeria. Ao contrário da maioria, ela não havia passado por aquilo, e conseguia apenas se divertir diante de tamanha confusão. Diante da outra pergunta, é Rico que responde.

- Não te pegamos, Khloe. Apenas te encontramos. Pretendemos transformá-la em mais do que uma parasita. Dá-la a chance de ser quem você realmente nasceu para ser. E desista. O carro tá trancado. Entrou, agora vai até o final.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Ter Jan 22, 2013 4:08 pm

Diante da empatia de Vitória, afinal os outros dois só serviam para olhar, Maya procurar parar de chorar e secar suas lágrimas, buscando um pouco mais de calma, inspirando e expirando. Então ela dá um suspiro profundo, e olhando para Vitoria, pergunta:

-- Como é que eu faço? É só pensar o que eu sou “gente”?

E espera pela resposta.
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Ter Jan 22, 2013 4:17 pm

O que seria aquilo? Algum grupo de fanáticos de alguma seita? Iam transformá-la em um deles ou ela já tinha nascido daquele jeito? Ela nunca tinha ouvido a história de mutantes ou lobisomens na família, isso não podia ser genético, se fosse, a ciência já teria descoberto, não? Será que eles iriam mordê-la ou fazê-la passar por alguma espécie de ritual para se transformar em uma deles?

O coração de Khloe batia mais acelerado do que o normal. Não podia fazer nada, estava trancada em um carro com 3 deles. A loura ao seu lado parecia estar se divertindo com o seu nervosismo, e Khloe encosta seu corpo na porta, agora sem dizer nada e atenta ao caminho que faziam. Se fosse tentar fugir, só conseguiria depois que o carro parasse e ela saísse, por isso era bom memorizar possíveis pontos de táxi ou bares e restaurantes, tudo poderia servir de apoio.

Desconfiada, pergunta após alguns instantes de silêncio:

– Vocês encontraram minha bolsa, certo? Sabiam o meu nome. Então, será que podem me devolver? Eu preciso do meu celular, quero fazer uma ligação, pode ser?

Experimentava para saber se ela era refém deles ou não. Precisava falar com Jasmim. Ela deveria estar preocupada.
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 6:36 pm

- Sim, querida. É só desejar voltar. É muito mais fácil.

Ela se afastou novamente, assentando-se na cama. Já era hora de irem embora dali. Vitoria e os outros sabiam que cada segundo podia aproximá-los da morte, mas ainda não queria assustar a jovem Maya.
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