Ruas – Região Central

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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qui Jan 17, 2013 1:00 pm

Assim que sai do hotel, Calixto começa a caminhar na direção Noroeste da cidade. Não sabia porque diabos estava indo pra lá, mas simplesmente sentia uma vontade, um impulso. Algo como uma curiosidade que só poderia ser sanada olhando o que estava acontecendo. O cheiro da cidade, o barulho, a luzes fortes. Tudo é capaz de encher de aversão o guerreiro de terras mais puras que aquela. E pra piorar, brancos, e até mesmo os descendentes dos antigos astecas se entregavam à drogas, vandalismo, e toda a podridão que uma cidade poderia gerar em seu interior e ao seu redor. A medida que sai do miolo do centro na direção noroeste, as luzes começam a ficar mais fracas, e um clima pesado pode ser sentido.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Qui Jan 17, 2013 1:07 pm

Caminhado quase sem destino, em uma direção que parecia apontada pelos ancestrais, segue pelas ruas pútridas daquela cidade. Os descendentes de nossos ancestrais se entregavam a selvageria dos brancos e aos seus vícios e desonras. Aquilo era imperdoável, não deveriam macular o sangue dos antigos, a terra dos ancestrais daquela forma.

E se visse, em seu caminho, um ameríndio urbano se entorpecendo, iria até este tomá-lhe a droga e falar da indignidade que infringia aos deuses antigos.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qui Jan 17, 2013 1:32 pm

Em seu caminho, Calixto pode observar alguns cães sarnentos, mendigos. Algumas calçadas mostram-se manchadas pelo sangue de membros de gangue que vendem suas vidas por fins baratos. Após alguns minutos de caminhada, em uma zona especialmente pouco iluminada da cidade, pela presença de terrenos baldios, o índio encontra o local que atraía seus passos desde o hotel: um estranho galpão, completamente escuro em seu interior. A porta estava um pouco aberta, o suficiente para que ele passasse. Apesar do receio de entrar em um lugar escuro e desconhecido, algo o chamava pra lá.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Qui Jan 17, 2013 1:39 pm

Finalmente aquela busca que lhe impelia ao desconhecido parecia chegar ao fim. Um galpão velho e escuro estava entreaberto e seus ancestrais o convidavam a seguir para lá. Uma força que não poderia ser explicada além disso: um chamado dos ancestrais, pois em suas andanças pela cidade ainda não tinha seguido para esta área. Mas aquilo não parecia certo, um lugar tão sujo e escuro não poderia ter algo de nobre, ali refletia a sujeira da cidade e suas ruas.

Medo não era algo conhecido pelo guerreiro Wenkton, e por isso passa pela porta, mas apesar da coragem não era um tolo, e por isso o faz com cuidado, entrando aos poucos, deixando os olhos acostumarem-se com a escuridão, até que finalmente está dentro...
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qui Jan 17, 2013 1:59 pm

Quando entrou no lugar, Calixto podia ouvir apenas um estranho som, de algo sendo rasgado, e no momento em que seus olhos se acostumaram, pôde jurar que viu uma criança abaixada no canto daquele lugar, comendo algo. Mas ao vê-lo, simplesmente corre. É então que um daqueles típicos latões de lixo emana uma estranha chamada verde, iluminando o local de maneira doentia, e a porta, que se mostrou automática, fechou, mantendo-o preso ali. Diante de seus olhos, aconteceu a coisa mais estranha que já viu, sonhou ou imaginou: uma luz verde surgiu, tomando forma até terminar como uma estranha criatura: suas pernas lembram a de um sapo, dobradas, mantendo o quadril baixo. O tronco da criatura é desproporcionalmente longo, assim como seus braços, que terminam em mãos bizarras, portadoras de garras em um tom verde escuro, com as quais se apoiava no chão. A visai termina com a face da criatura. Algo como um crânio de gorila com dentes de predador, com uma chama verde saindo de seus olhos, e uma saliva da mesma mor, mas mais brilhante, escorrendo em abundância, como um neon. A cor da criatura é negra, com uma espécie de juba em volta do pescoço. O fedor que libera é completamente ofensivo. Sua voz é algo completamente alienígena

- Eu chamar, você vir... mestre querer vivo...

Era claro que a criatura não era muito versada em línguas humanas, mas conhecia as palavras, apesar de não saber conectá-las bem. De trás do latão que ostenta a fogueira verde, dois seres saíram. Um andando de maneira ereta, completamente deformado e com dentes afiados, em roupas de jardinagem velhas e surradas. O outro, parece muito mais animaleso, andando de maneira quadrúpede (como o Gollum), completamente nu e rosnando um pouco. Os dois caminham na direção de Calixto.

- Bate e faz mudar.

Foi o que disse aos dois.

-
Simplesmente não existe imagem de tamanha abominação, apenas dos dois que apareceram depois.





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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Qui Jan 17, 2013 2:12 pm

Calixto imagina que talvez ainda estivesse sonhando, preso em algum pesadelo terrível, lembra-se de não ter pendurado o apanhador de sonhos na janela do hotel, mas se lembrava disto ali, não poderia ser um sonho. Abominações surgem como os espíritos malígnos que os anciões descreviam nas histórias assustadoras em frente a fogueira. E lembrou das palavras de alguns dos anciões, que lhes diziam que era o escolhido para libertar a terras dos ancestrais dos espíritos malditos que viriam atrás da tribo. Mas imaginava que falassem dos homens brancos, não daquilo...


O indígena é tomado por seus instintos de guerreiro, mas aquelas criaturas não eram humanas, não sabia como poderia atíngílas, mas sabe que precisava fazê-lo. Olha ao redor em busca de algo que pudesse ser usado como uma arma: um pedaço de madeira, um cano de ferro; uma cadeira. Pois o seu destino não é tombar diante de demônios.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qui Jan 17, 2013 2:41 pm

Sua busca revelou uma inchada apoiada na quina daquele depósito, mas antes que pudesse avançar, a criatura rastejante saltou em sua direção, buscando derrubá-lo. Mas sua força foi suficiente para sobrepor à da criatura, que teve seus esforços frustrados. Mas isso abriu espaço para o mais humanóide, que conseguiu agarrá-lo. A criatura começou a rosnar, mostrando seus dentes, e quase latindo. Calixto estava em perigo, um perigo maior do que qualquer um já enfrentou em sua vida. O ser demoníaco continuava apenas observando, esperando que o índio fosse capturado.
Mas seus planos estavam prestes a ser frustrados. O perigo, o fedor, a presença daquelas malditas criaturas. Tudo isso despertou em Calixto um instinto antigo, uma força que parecia escalar de seu estômago por sua garganta, querendo ser vomitado. Um súbito estalo é ouvido, e o corpo do guerreiro começa a se modificar, com seus ossos se distorcendo, crescendo. A cabeça passa pelas mudanças mais drásticas, tomando uma forma lupina. O Espírito diz.

- Sim... é verdade...

Calixto podia sentir sua consciência tornando-se mais turva, assim como a sua visão. O coração parecia queimar, e estava pronto para matar ou morrer.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Qui Jan 17, 2013 3:07 pm

O índio ver um enxada e corre para pegá-la, mas os demônios se entrepõe em seu caminho, o primeiro tenta em vão, pois Calixto era um guerreiro além de todos os outros, mas o segundo o agarra mostrando os dentre, e daquela boca imunda saía um cheiro pútrido e venenoso, o que bastava para perder o controle. E é então que uma fúria o cega, com algo maior que tudo que já havia sentido, tomando-lhe a consciência. Seu enorme corpo começa a mudar para algo maior e mais grotesco. E de repente um rosnado.

- Grrrrr...

E novamente o grande guerreiro dos Wenkton estava pronto para matar ou morrer. E como sempre, mesmo sem entender o que passava, começa a rasgar seus inimigos. Arremessando o primeiro para longe e segurando com as duas mãos, cada qual em uma extremidade daquela boca de cão do segundo, para separar-lhe de seu maxilar, partindo a criatura no meio.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qui Jan 17, 2013 4:37 pm

O corpo de Calixto se transformou em uma monstruosidade de quase 3 metros e 40 de altura. A pureza de seu sangue e espírito o fazem à imagem dos grande fantasmas do Norte, protetores do topo do mundo nas Terras Puras. Uma pelagem branca, completamente imaculada. Suas enormes garras tomam uma coloração quase prateada, e os olhos ganham uma estranha cor ultravioleta. Mas a beleza da Raça Pura Wendigo é facilmente suplantada pelo terror de um garou entregue à Fúria.
As criaturas, apesar de mais fortes que um humano, não são nada perto da força de Calixto, rendendo-se às suas garras e indo em direção á morte sem qualquer dificuldade. É então que o Espírito ataca. Suas garras pintaram o peito de Calixto de vermelho, impregnando a ferida com uma espécie de gosma, que devido ao calor do momento, nem mesmo é sentida.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Qui Jan 17, 2013 5:09 pm

Em sua forma monstruosa, Calixto estraçalhar os dois primeiros inimigos, e neste momento a besta que lhe atraíra para aquela armadilha o ataca, cortando seu peito com algo verde e purulento. Mas no momento de sua fúria, aquilo nada significa, a única coisa que o motivava era a morte do monstro, e por isso o ataca com suas temíveis garras e corpo gigantesco, caindo sobre o inimigo como uma avalanche branca de pura destruição. Tentando cortar e separar cada membro da criatura. Entre grunhidos selvagens...

- GRRRRRRRR!!!!!!
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qui Jan 17, 2013 6:32 pm

A criatura lutou, e por um bom tempo, resistiu, deixando Calixto com poucas partes realmente brancas em sua pelagem. Mas eventualmente, a criatura caiu, desmaterializando-se imediatamente. O Garou procurou por mais vítimas, mas sua procura foi infrutífera. Aos poucos, a expiração parecia livrar seu corpo da Fúria, até que a selvageria deu lugar ao descanso, retornando o corpo ferido à forma racial, e a mente do Garou aos sonhos.

FIM DE CENA
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Olhos-Cinzentos - Narração

Mensagem  Noh-Tante em Sex Jan 18, 2013 5:17 am

* Começa a ganir e deixar o corpo mole *

"Se ele pensar que eu estou fraco, que ele está conseguindo me machucar, consigo fazer ele entrar aqui dentro...ou me tirar da jaula pra um exame"
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Narração - Olhos Cinzentos

Mensagem  Narração em Sex Jan 18, 2013 10:16 am

Quando o sujeito acabou, os outros dois riam escandalosamente, até que um deles disse.

- Tu é doido, cara! Vai que essa porra vira e morde seu pau! Já pensou?

Os outros dois riram ainda mais, debochando um pouco do amigo preocupado, que provavelmente era aquele que havia bebido menos naquela noite. Um dos lobos, em um impulso de lutar por seu alfa, avançou naquele que carrega a coisa menor e de som estranho. Olhos Cinzentos poderia ver seu companheiro de alcateia se contorcer e uivar de dor ao ter tocado com aquilo, O cheiro de pelos queimados de espalhou pelo viveiro dos lobos, e os demais se levantaram, rosnando, mas sem uma grande atitude de ataque, uma vez que seu alfa estava preso pelos invasores.
Mas Olhos Cinzentos possuía uma arma que ainda não possuía. Ao ter chupado repetidamente pelo sujeito que marcou seu pelo, o lobo pôde sentir a dor se esvaindo aos poucos, dando lugar a um estranho calor onde a bota pega sua carne. Podia sentir as pulsações do coração em seus olhos. Um deles gritou.

- Não machuca não! O patrão vai saber!
-Foda-se o patrão! Vou mostrar uma coisa pra ele!

Respondeu o outro. Quando veio o próximo chute, algo se libertou dentro do lobo. A humilhação, a morte de um irmão de alcateia, a mudança para um novo zoológico, a sua captura da floresta onde nasceu. Todo o ódio acumulado pelo lobo escandinavo se libertou naquele momento, e seu corpo começou a crescer. Seu corpo cresceu, tomando feições dos antigos lobos das cavernas. Uma criatura maior que um pônei, pesado e forte o bastante para sobrepujar qualquer ser humano. Os homens gritaram, correndo na direção da porta do viveiro, mas nervosos demais para conseguirem encaixar a chave na fechadura.

- Abre, porra! Abre!!


Se tranformou em HISPO!
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Olhos-Cinzentos - Narração

Mensagem  Noh-Tante em Sex Jan 18, 2013 10:38 am

* Olha nos olhos do irmão morto *

* Olha para o céu e solta um longo uivo *

_ HOOOOOOOOOOOOOWWWWWLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!!!

* Salta sobre o que segura a vara e morde o ombro até sentir os ossos esmigalhados *

* Morde a jugular *

" Isso é melhor que caçar cervos! " Twisted Evil

* Se prepara para saltar sobre o segundo atacante *
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Narração - Olhos Cinzentos

Mensagem  Narração em Sex Jan 18, 2013 5:17 pm

A facilidade com a qual os homens caem diante seus ataques é única. Nunca, em toda a sua vida, concentrou tamanho poder em suas mãos. Nem mesmo quando enfrentou presas pequenas, como coelhos. Sua mente estava enevoada, e queria acabar com cada membro daqueles malditos. A alcateia correu, escapando quando a porta do viveiro finalmente foi aberta. Os animais começaram uma enorme algazarra, como se soubessem que o verdadeiro rei da selva estava ali, pronto para dilacerar qualquer alma próxima o bastante.

-

Ele tá doidão de pedra! Não consegue pensar não.

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Olhos-Cinzentos - Narração

Mensagem  Noh-Tante em Sex Jan 18, 2013 5:35 pm

* Mastiga pedaços grandes de carne *

Sentindo o cheiro de sangue e o calor das manchas no pelo......

"MAIS!MAIS!MAIS!MAIS!MAIS!MAIS!MAIS!MAIS!MAIS!"
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Re: Ruas – Região Central

Mensagem  Narração em Sex Jan 18, 2013 9:42 pm

A matança não demora a ter seu fim, e com a pelagem agora rubra pelo sangue daqueles que abusaram de seus iguais e de si mesmo, Olhos Cinzentos sentiu a Fúria ardente da Primeira Transformação o deixando, reduzindo como a força de uma cachoeira após a temporada de chuva. Mas não caiu antes de matar alguns dos membros de alcateia que levaram tempo demais para fugir, entregando-se ao sono quando suas garras não encontraram mais carne para dilacerar


FIM DE CENA.
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Sab Jan 19, 2013 7:17 pm

O cansaço caía sobre os ombros de Maya. Seu gosto pelo esporte que pratica, e o gosto ainda maior de compartilhá-lo havia cobrado seu preço naquela noite. Eram 23h quando ela caminhava pelas ruas escuras do centro da Cidade do México, local de seus estudos. O quarteirão onde passa mostra-se deserto, embora possa ouvir vozes e risadas de dentro das várias pequenas casas, que mostravam que aquela não era uma vizinhança muito abastada. Ao longe, ela poderia ouvir uma voz feminina e idosa gritando.

“... Se não pode alimentá-los, solte-os! Olhe os pobres cães! Atacando uns aos outros pra tentar comer pedaços!”

Aquilo poderia fazer ferver a chama que possui desde sua infância: o ódio pela injustiça. A voz vinha de uma casa com um pequeno quintal, pouco à frente de onde estava, e dos fundos da mesma, protegidos apenas por uma cerca de madeira, podia ouvir alguns latidos e rosnados, e até mesmo sons característicos dos choros caninos.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Sab Jan 19, 2013 7:44 pm

Era mais uma noite quente na cidade do México. Maya caminhava nas ruas escuras do centro, cansada, mas satisfeita com os sorrisos que deixara, e, quem sabe, um pouco mais de dignidade àqueles garotos e garotas que aprendiam a se defender. Muitas vezes, do próprio pai alcoólatra que deles abusava, ou mesmo de irmãos mais velhos, vizinhos abusados, tios traficantes.

Ela seguia atenta pelas ruas – possuía carro, mas não o levava até aquele local, pois se assim o fizesse, ficaria até sem as calotas – por isso resolvera que os transportes que usaria quando fosse lá seriam os públicos, até um local seguro onde tivesse deixado o seu carro, de onde seguiria para sua casa, que dividia com sua melhor amiga, Alena. Aliás, amiga a quem dividia tudo. Eram como irmãs.

Mas naquela noite algo lhe chama atenção: quando ouve a frase que vinha de uma velha senhora, que parecia clamar pela vida de alguns cães. Sua veia militante e protetora dos animais não resistiria nunca, de modo que aproxima-se da cerca, a fim de verificar o que estava acontecendo. Talvez pudesse ajudar, e levar os animais consigo, se esse fosse o problema.
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Sab Jan 19, 2013 7:54 pm

-“ Sai da minha casa, velha! Ou vou dar uma carne dura pra cachorrada comer!”

Foi ouvida a voz de um homem, mais alta,a gora que Maya estava na cerca dos fundos da casa. No pequeno quintal de terra batida, ela poderia ver os cães presos em um pequeno curral. Três deles, de porte aparentemente grande, embora a má alimentação tenha tornado seus outrora majestosos corpos em caricaturas mais esqueléticas. Mas o que lhes faltava em saúde lhes restava em raiva. A fome, o espaço insuficiente. Tudo contribui para as briga que acontecia entre os cães. Uma disputa por dominância alimentada pela ardência de seus estômagos. A cerca possui muito mais de um 1,60, algo que ela poderia pular com facilidade se quisesse.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Sab Jan 19, 2013 8:45 pm

Aquilo já começava a cheirar a agressão e covardia contra uma mulher idosa, e quando Maya vê o estado dos animais e o ambiente em que viviam, fica p* da vida. Ela não permitiria que aquele babaca encostasse um só dedo na senhora, e faria de tudo para levar os cães consigo – nem que tivesse que chamar Alena para vir busca-la de carro, de modo que fala, de modo mais alto a fim de ser ouvida pelo animal de 2 patas:

-- Ei! Respeito com a senhora, viu? E se não pode manter os cães, eu arranjo como mantê-los, mas não pode deixá-los assim, nessas condições!

Falava de maneira firme, assim como o olhava, sem demonstrar qualquer medo por ser uma mulher.


Última edição por Maya Moreno em Sab Jan 19, 2013 8:58 pm, editado 1 vez(es)
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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Sab Jan 19, 2013 8:57 pm

Ao perceber a chegada de Maya, o sujeito vai para os fundos, vendo-a lá. Era um tipo não muito arrumado, típico dos membros das muitas gangues que povoam aquela cidade. Uma camisa branca, e um lenço vermelho amarrado na cabeça. Sua confiança aumentou ao ver que se tratava de uma mulher.

- E vai fazer o que, piranha? Some daqui. Tenho mais o que fazer!

Se aproximou se onde os cães ficavam, abrindo a pequena porta que os permitiu sair. Os três foram direto para a cerca onde Maya estava, latindo. Ainda que com fome e maltratados, ainda protegiam seu território, embora não com tanta ferocidade.

- Há! Quero ver tirar esses bichos daqui.
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Dom Jan 20, 2013 10:25 am

Aquele sujeitinho era mesmo nojento, e por mais que irritasse Maya, como advogada, sabia que não poderia simplesmente pular a cerca e afrontar o idiota, de modo que age da melhor maneira que sabia, com suas palavras e com a forma de tratar os animais que aprendera desde que entendia-se por gente, com sua mãe: com amor, cuidado e respeito. Ela pega a mochila que tinha, e como era uma protetora de animais, sempre levava ração, para distribuir aos animais que, embora tivessem dono, recebiam uma alimentação pobre, e respondendo ao idiota, diz:

-- Estou na rua, que é pública, portanto, ficarei aqui o quanto quiser…

Então começa a colocar um pouco de ração, aos punhados, para os pobrezinhos, que, naturalmente, pelo seu instinto leal de defesa ao seu território, latiam para ela. Então ela procura falar com carinho com eles, dizendo:

-- Comam, meninos, há mais aqui!


E, embora desejasse ignorar o idiota, olhava intercaladamente para os cães e para ele, para não ser pega de surpresa por nenhuma ação dele.

----------------------------------------------------

OFF: Se preciso for rolagem de dados para deixar os cãezinhos mais receptivos à ela, solicito. Wink

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Narração - Maya

Mensagem  Narração em Dom Jan 20, 2013 10:40 am

Os cães continuavam a latir, mas assim que a ração foi jogada, as palavras e atitudes de Maya começaram a surtir um verdadeiro efeito. Os três começaram a comer, embora a violência entre eles não tenha cessado, mas dessa vez, numa disputa para decidir quem comeria mais daquela ração.

- Pública o caralho! Cê vai sair daqui AGORA! E para de jogar essas merda aí pros meus cachorro!

Eles deu alguns passos na direção da cerca, para impedir que os cães comessem aquilo, mas foi atrasado por uma forte pancada em suas costas. Maya podia ver que era uma vassoura pesada, manuseada pela idosa cuja voz ouvira e a guiara até ali.

- Como é que a minha filha pode ter parido você? Heim? Não! Solta!!

E o sujeito se virou, segurando a vassoura e tentando arrancá-la da idosa, que não parecia apta a aguentar muito tempo daquela disputa.

--------

2013-01-20 08:33:25 Maya rolls 7 dice to Sou legal! (Diff 7) 9,6,3,10,5, 10,3 (3 successes)

A dificuldade foi +1 porque os cães estavam putos da vida!
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Maya - Narração

Mensagem  Maya Moreno em Dom Jan 20, 2013 10:53 am

Maya estava pronta para responder àquele canalha que permaneceria ali o quanto quisesse, mas não há tempo, porque a velhinha, que se identificava, com compreensível desgosto como vó dele, dá-lhe uma vassourada antes que este impedisse os cães de saciar sua fome. Mas o canalha puxava a vassoura com violência, e parecia que sobraria para a pobrezinha, ao que, agora com base legal, poderia ir lá. Pensa rápido e joga toda a ração para manter os cães mais entretidos e pula a cerca, indo para o lado da vovozinha e dizendo:

-- Antes de tocar nela você vai ter que me derrubar!


E põe-se entre a senhora e o canalha, pronta para dar uns golpes, descer o braço e as pernas naquele covarde!
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Re: Ruas – Região Central

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