Ruas – Região Sudeste

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Ruas – Região Sudeste

Mensagem  Narração em Dom Jan 13, 2013 8:57 pm

Ainda que não a mais rica, a Zona Sudeste oferece uma relativa calma. Lugar de concentração de grande população indígena. Os cortiços oferecem privacidade entre seus becos e ruelas. O número de arranha-céus é quase nulo, embora prédios relativamente altos façam parte do visual da Zona.

Para chegar à Zona Nordeste, leva-se 10 minutos, assim como para chegar à Zona Sul. Para as demais localidades, são contados os minutos do Sudeste ao Centro, e do Centro à Zona desejada.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Seg Jan 21, 2013 5:10 pm

Já estavam em uma região menos urbana, com um bocado de residencias, então o maluco fala de um diabo causando o ferimento em seu peito, e que se não fosse cuidado poderia matá-lo, e disso até não poderia duvidar, estava com muita dor, debilitado demais para discutir isso.

- Olha cara, pode me dizer quem é que vai cuidar dessa ferida, e de que diabo você está falando? Pois não lembro de como fui ferido, lembro apenas de algumas alucinações e você me atacando... Pode me esclarecer isso de alguma forma? Já que você fala como se quisesse me ajudar, e no entanto estou amarrado com o seu lobo no banco de trás, sem poder fazer um movimento qualquer para não ser atacado pelo bicho.

- Não sei o que você está pensando, mas se me deixar em hospital a gente pode esquecer toda essa loucura e cada um seguir seu caminho, que acha?

Calixto tenta agora ser solto ou cuidado de uma forma correta, sendo que poderia ter uma infecção ou pegar raiva do bicho que o atacara. Morrer de doença era coisa para velhos, não para ele ainda em seus 25 anos de idade, simplesmente por cruzar o caminho de um doido.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Seg Jan 21, 2013 6:33 pm

- Relaxa, eu salvei seu rabo. Ele tava em sérios apuros com aqueles defuntos! Jajá vai entender. E... O quê?!?! O nobre índio querendo ir para um hospital? Nah... Acho que você prefere um bom e velho pajé. Vamos encontrar algo parecido com isso.

O homem jogou a garrafa pra fora da janela. Apesar de ter engolido um litro de whisky, não parecia bêbado ou desatento. As ruas estavam bem desertas, como era comum à noite. Muitas as pessoas dali eram instruídas a não saírem de casa. Uma boa forma de não acabar como um jantar.

- E toma cuidado. Se essa merda sujar meu banco vai dar um trabalho desgraçado pra limpar!
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Seg Jan 21, 2013 7:20 pm

O ruivo se diz salvador de Calixto, e comenta parte de sua alucinação, os defuntos, mortos-vivos de cinema americano, a luta, o espírito lobo... mas não fazia sentido. Um espírito-lobo não seria um cara-pálida infame como aquele, não havia como. Mesmo assim, como saberia de toda aquela alucinação... talvez ainda estivesse alucinando.

- Mas como assim defunto? Como você... é... digo, o que é tudo isso? Eu estava alucinando, vi você, ou melhor, um espírito-lobo se tornando... Você?!

Finaliza com um desdém no pronome. Não conseguia crer em tamanha desgraça como um espírito encarnar em um ser como aquele.
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Re: Ruas – Região Sudeste

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 10:17 am

- Sim! Aquelas merdas maios feias que um bamba morto na estrada, e duas vezes mais fedidos! E Espírito Lobo... Uma boa explicação, mas ainda pode ficar melhor. Segura a onda aí, chegamos.

O carro parou diante de uma pequena casa. O ruivo buzinou duas vezes, e hesitantemente, uma mulher abriu a porta, olhando tudo ao redor. O homem deu a volta no carro, abrindo a porta para que o lobo saia, e depois, puxou Calixto pelas pernas, colocando-o sobre os ombros.

- Aí, Tia, trouxe um presentinho pra você hoje.

E riu. A mulher tem uma aparência claramente indígena, e não responde nada. Apenas dá espaço quando o ruivo se abaixa para conseguir passar com Calixto, colocando-o sobre a mesa sem muito cuidado.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Ter Jan 22, 2013 11:04 am

Calixto fica confuso com tudo aqui, e com as explicações nada explicativas daquele ser tornava a coisa mais insólita ainda, não fossem as lembranças vagas que tinha... Então ele pára e buzina, uma mulher nativa sai exitante de uma casa, e o ruivo libera o lobo e então carrega Calixto nas costas até uma mesa. Jogando-o lá.

- Hunft!

O índio olha fixo para a mulher, lá de onde estava na mesa, e decide continuar no jogo do homem, já não tinha certeza se era louco, ou um espírito zombeteiro, então precisava saber.

- Mulher, quem é você? O que é tudo isso? E por que diabos estou amarrado?

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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 12:10 pm

A mulher colocou alguns recipientes de barro na mesa, assim como uma espátula de madeira, até mesmo um tanto afiada.

- Quieto, rapaz. Tudo isso logo ficará para trás.

E impiedosamente, ela começa a passar a espátula dentro dos ferimentos de Calixto, arrancando a substância apodrecida que os cobria, assim como um pouco de sua carne, que fica bem exposta e sangrenta. Vai jogando aquela pasta em um recipiente, prosseguindo com a maior tortura que Calixto já sentiu em sua vida.

- Aguenta firme. Não somos fãs de mocinhas.

Disse o ruivo, distraindo-se com uma maçã enquanto observa a limpeza dos ferimentos.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Ter Jan 22, 2013 12:56 pm

Na mesa (de operação), a mulher começa a tratar a ferida como Mumchaco (pajé de sua tribo), só que sem qualquer erva para aliviar a dor ou dar uma viajadinha no meio dela, como o caridoso Mumchaco fazia. E é como uma tortura mal engendrada, Calixto dá curtas gemidas, e leva a corda que amarrava seu pulso até a boca para morder e não quebrar os dentes, já que a maldita parecia inepta e nem algo para morder havia lhe dado.

- Argh!!!

"Filha da puta, filha da puta, filha da puta..."

Calixto ouve a voz do espírito zombeteiro e pensa bater-lhe, sendo espírito ou não, iria dá-lhe depois da cura. Mas aguentaria aquilo, não lhe daria esse gostinho de parecer fraco.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 1:22 pm

A velha continuou retirando a gosma dos ferimentos, levando alguns minutos para finalmente terminar. Quando o faz, pega um dos recipientes, jogando uma mistura pastosa, extremamente ardente no início, mas dormente depois, como um anestésico natural. A velha fala, sem qualquer grande emoção, para o ruivo.

- O grosso já foi... Mas o que realmente faz mal eu não posso tirar. Só o Alain...
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Olhos-Cinzentos - Narração

Mensagem  Noh-Tante em Ter Jan 22, 2013 1:29 pm

* Uiva melancolicamente *

- Sim liberdade, mas a que preço? Nada vem de graça. Nenhuma caça é simplesmente entregue aos seus pés. Temos que correr e lutar por ela. Mesmo no zoo, se não nos comportarmos, ficamos sem comer.
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Ter Jan 22, 2013 1:30 pm

Calixto aguenta firme e sente o alívio da mistura natural que ela joga no ferimento, e esta o ignorando ainda, como se não fosse o interessado ali, fala com o ruivo sobre sua cura.

"Certo, só sabe fazer o básico como numa triagem de hospital público..."

O índio tenta se levantar e colocar-se sentado na mesa para falar.

- Ok, agradeço isso que fez por mim... Mas está na hora de receber algumas respostas aqui. Que diabos está acontecendo nesse mundo?

E olha com cara séria para o ruivo e a senhora.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 3:52 pm

Diante da resposta do índio, o ruivo se aproxima, assim como o lobo, que fica observando a cena de um canto da cozinha. Os braços de seu “captor” estavam cruzados, e de cima, ele o olhou com olhos duros.

- Você é mais do que imagina ser. Agora tem inimigos de verdade. Aquelas empresas que tanto tentam controlar suas terras são subordinadas de outras empresas, que são subordinadas de uma empresa, que é subordinada dos inimigos de verdade dos quais falo. Tá entendendo?
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Narração - Olhos Cinzentos

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 3:53 pm

- Você é esperto para um lobo.

O outro disse, suspirando fundo e passando a língua pelo focinho, antes de continuar.

- Tudo tem um preço. O seu preço será pago com sangue. O sangue de seus inimigos, e se tiver azar, o seu. Se for capaz de pagar esse preço, terá mais do que a liberdade.
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Olhos-Cinzentos - Narração

Mensagem  Noh-Tante em Ter Jan 22, 2013 4:07 pm

- De onde eu vim, nós aprendemos quando filhotes que somente os mais fortes e mais inteligentes sobrevivem. Só aqueles que sabem lutar. Eu tenho orgulho de minha força e meu tamanho. E posso derrubar quem quer que sejam meus inimigos. Ah é, esqueci...quem são eles mesmo?

* Coça atrás da orelha com a pata *
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Ter Jan 22, 2013 4:19 pm

Calixto resolve saber de tudo e o ruivo começara finalmente a abrir a boca. E com isso tomou toda a atenção do índio.

"Então, quando eu pensava que havia uma grande rede de espionagem. atrás da gente, eu não estava me enganando, não era paranoia televisiva minha, como John dizia... Se ele pudesse ouvir isso agora."

- Eu sabia que tinha algo mais, sabia... Eu vou ser um tipo de superespião?

E ao falar isso, estralou os dedos das mãos, mesmo com os pulsos amarrados como estavam. Ficou exitado. Assistiu algumas séries e filmes de Hollywood. E quase não ligava mais para a ferida nos peitos.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Ter Jan 22, 2013 6:34 pm

- Espião? Andou fumando algum cachimbo da paz antes ir praquele depósito? Cê vai é se meter na maior briga de bar da história desse mundo, bacana. Mostra pra ele, Orelha-Furada.

E o lobo imediatamente se aproximou, crescendo até o tamanho de um pônei, com uma aparência completamente aterradora. Agora, Calixto poderia ver melhor o buraco na orelha esquerda, o que lhe rendia o nome.

- Muitas das histórias que ouviu à fogueira são verdade. Modificaram um pouco, claro. Mas existem muitos “espíritos lobo” por aí. E cê deu a sorte ou o azar de ser um, vai da sua cabeça. Sacou ou precisa de uma demonstração melhor?
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Ter Jan 22, 2013 8:01 pm

O ruivo zombeteiro deveria ser um tipo de ajudante dos espíritos, talvez um tradutor espiritual, diziam que os que mexem com coisas tão profundas e conseguem resultados acaba fugindo do nosso normal. E então o lobo começa a se transformar em uma criatura mais grotesca, crescendo até a altura de um pônei. Aquilo era incrível. Lembra que haviam dois lá no buraco dos mortos-vivos, lutando por ele, deveria ser aquela criatura, este deveria ser também um espírito lobo. E se ele também era um espírito encarnado. As profecias dos seus mais sábios estavam certas. Era um escolhido dos ancestrais de verdade.

- Então sou reencarnação de um espírito-lobo? Redivivo para lutar contra as criaturas das sombras e salvar os povos nativos da opressão branca...?

Termina a frase lembrando que o espírito zombeteiro havia escolhido uma forma estranha para assumir em sua missão na terra. Nada mais irônico. Tentando esquecer da referencia infeliz à superespião, sabia que os filmes estrangeiros contaminariam sua cabeça, mas como evitar se tinha uma televisão ligada em cada sala de espera do mundo? O bom era esquecer e se focar.


Última edição por Calixto em Ter Jan 22, 2013 9:43 pm, editado 1 vez(es)
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Ter Jan 22, 2013 8:45 pm

Khloe semicerra os olhos de raiva. Então era essa sua condição? A de uma refém? Era mesmo isso?

“Estou com suas coisas e só devolvo quando eu quiser?!”

– Mas que absurdo!!!

Ela cruza os braços e exclama irritada. Dá uma bufada e continua:

– Há pessoas que vão ficar muito preocupadas comigo, sabia? Se eu não ligar elas vão procurar a polícia, e vão acionar a embaixada e vai ser uma confusão só pra cima de vocês! Eu não sou de ficar na rua até tão tarde, já devem estar a minha procura!

Não haviam pessoas, havia uma pessoa, mas ela blefa. Eles não sabiam nada dela, além de seu nome, talvez aquilo os assustasse e eles recuassem em suas torpes intenções. Começa a sentir-se angustiada, primeiro porque tinha que falar com Jasmim e segundo porque não se via sem jogar qualquer coisa por muito tempo, jogos eletrônicos eram um vício que tinha desde criança.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qua Jan 23, 2013 7:28 am

- Haha. Dos brancos? Não... Mas de resto, até que tá tudo bem certo sim. Você não é como os outros indiozinhos da sua aldeia. Agora, eu vou te desamarrar, e não seja estúpido. Não quero ter que te apagar de novo, sacou?

E sem mais delongas, o ruivo pegou as amarras, soltando-as com facilidade, uma vez que tinha sido o autor dos nós.

- A propósito, meu nome é Aron.
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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Qua Jan 23, 2013 7:31 am

Todos ali pareciam suficientemente desinteressados nas supostas ameaças de Khloe, e a deixam falar. Alguns instantes de silêncio se seguem até Rico falar novamente.

- Quanto isso, não se preocupe. Está indo para um lugar onde ninguém irá encontrá-la.
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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Qua Jan 23, 2013 7:58 am


O silêncio deles não colaborava, e as próximas palavras de Rico são o fim da picada!
Nada mais diz. Permanece em silêncio, braços cruzados e cara fechada, observando para onde a levavam. Teria que guardar o caminho na sua mente.

Khloe estava em péssimos lençóis, tinha entrado de vontade própria na boca do lobo. Iriam matá-la depois de fazerem não sei o que com ela. Estava numa enrascada. Precisava sair dali e já tinha um plano em mente, só precisava que o carro parasse. Seria sua chance de bater e correr. Talvez houvessem outros para onde estivessem indo, o que poderia complicar as coisas, mas se fosse morrer aquela noite, ao menos, seria lutando. Não se entregaria sem combate. Isso nunca!
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Narração - Khloe

Mensagem  Narração em Qua Jan 23, 2013 8:04 am

O caminho continuou silencioso, e para o desgosto de Khloe, o carro não parou. Continuou até a saída da cidade, onde entraram em uma rodovia aberta, seguindo entre a escuridão mexicana. A jovem canadense não fazia a mínima ideia de para onde estavam indo, e qual seria seu destino nesse meio tempo.

--

Agora, ela tá na estrada e tal. Vai ficar meio de torpor até o relógio virar meia hora!
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Calixto - Narração

Mensagem  Calixto em Qua Jan 23, 2013 8:26 am

O índio ouve as palavras do ruivo que se nominou Aron, e confirma apenas parte do que Calixto dissera. E o repreende sobre o último ataque quando vem livrá-lo das cordas que o privavam de uma movimentação livre.

- Não se preocupe, não atacarei um servo dos espíritos. Mas se não é para libertar o povo da opressão estrangeira, quais os motivos de um espírito descer para os caminhos vis da carne? O pajé da tribo disse-me que os espíritos não caminham a toa nesta terra... Mesmo os maus espíritos precisam de uma missão.

Dá uma pequena pausa, meio que pensando sobre o assunto.

- Qual a minha missão nisso tudo? E você me disse que derrotei uns Malditos, e me lembro de criaturas vis tentando me atacar... mas não lembro de ter vencido, apenas combatido, como isso é possível?

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Khloe - Narração

Mensagem  Khloe Lykainion em Qua Jan 23, 2013 11:12 am


Vendo que o carro deixa as ruas da cidade e pega uma estrada escura, Khloe sente seu coração disparar ainda mais. Aquilo não era nada bom. Fora da cidade não teria a menor chance e isso era um alerta que teria que abortar seu primeiro plano. Se continuasse por aquele caminho, não teria chance alguma. Teria que agir e já. Mas o que fazer?

Olha de rabo de olho para Demetria. Poderia usá-la. Se atacasse a garota, tentando agarra-la pelo pescoço, poderia ameaçar mata-la se eles não parassem o carro. Era uma lutadora extremamente habilidosa, uma verdadeira mestre. Detestaria fazer isso, era bem verdade, mas não pretendia machuca-la de fato, apenas usa-la como refém em uma desesperada fuga…

“Mas… se ela vira loba… é capaz de eu ficar sem um pedaço do meu braço…”

O pensamento logo a desanima, percebendo que seu plano era fraco. Angustiada começa a pensar em outra coisa, mas não encontrava grandes probabilidades de sucesso. Se eles realmente podiam se transformar em lobos que chance ela teria mesmo que conseguisse correr para fora do carro? Os lobos corriam muito mais que os seres humanos. Estava em enorme desvantagem.

“Não é justo…”

Suspira.

“Ao menos, se eu morrer esta noite, talvez possa reencontrar minha vó… e minha mãe também. Malditos vampiros!”

Surpreende-se com o ódio que sentia ao pensar em vampiros. Eram eles os culpados por ela ter crescido achando que sua mãe estava morta e eram eles os culpados por ela ter perdido sua mãe tão logo descobrira que ela era uma deles. Odiava-os. Se pudesse, daria um fim em todos eles.

Remexe-se um pouco no carro, estava tensa. Olha novamente para Demetria e então tem uma idéia. Não podia se entregar tão fácil, seguir como um cordeiro dócil para o abatedouro. Se não podia ataca-los, ao menos poderia tentar conseguir a simpatia de algum deles, e como sempre se deu melhor com as mulheres, Demetria seria sua tentativa. Em tom mais baixo, para evitar que Rico e o louro ouvissem a conversa:

– Demetria?

Assim que capta a atenção da menina-loba, continua:

– Obrigada por me emprestar seu sobretudo.

Imaginava que se a garota parecia nua por debaixo daquele cobertor, era sinal que aquela peça de roupa deveria ser dela. Pura lógica. E continua:

– Como foi que você descobriu que podia se transformar em uma loba? Faz muito tempo?

Sim, a idéia era descobrir informações e ganhar um pouco da simpatia de Demetria.
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Narração - Calixto

Mensagem  Narração em Qua Jan 23, 2013 12:00 pm

- Ah, você deu um bom jeito neles. Fiquei realmente surpreso. Poucos têm essa sorte. Deve ser um nascido na Lua Cheia!

A velha logo trouxe uma calça, grande e larga suficiente para o tamanho de Calixto, entregando-a para Aron, que a jogou para o índio.

- Sua missão é matar, simples assim. Quem e quando, dependerá do momento. Agora, vista essa calça. Não to afim de uma salsicha nativa balançando na porra do meu carro. É lá que eu durmo quando bebo demais na cidade.
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Re: Ruas – Região Sudeste

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