Ferro Velho - Zona Sul

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Ferro Velho - Zona Sul

Mensagem  Admin em Qui Nov 06, 2014 6:56 pm

Um ferro velho típico, bem espaçoso e situado em uma região pobre da cidade. Cercado por cercas altas, possui seu jardim lotado de velhas latarias. No centro, há um enorme galpão, com chão de terra batida. O galpão é uma visão assustadora para a maioria dos expectadores. Ossadas, e restos humanos ainda com carne podem ser encontrados nos cantos. Algumas mesas com armas variadas, como machados, facões, facas e tacos de baseball podem ser vistas ali. Na parede oposta à porta, havia um pequeno palco, e acima dele, na parede, uma pintura extremamente realista, em vermelho, mostrando um homem matar o outro com uma pedra, nos mínimos detalhes.

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Qui Nov 06, 2014 6:57 pm

Martin estava trancado naquele caixão há horas. Durante todo o dia, o sentiu tremer e se mover de um lado para o outro, e dali, podia ouvir o barulho da locomoção de um carro. E depois de todas aquelas horas, o carro finalmente parou. O barulho das portas se fechando foi ouvido, e então o caixão começou a ser movido de maneira mais brusca, parecendo ser seguido de onde estava. Podia ouvir dois homens conversando em um idioma que ele não entendia. Suas vozes eram graves, e eles apreciam carregar aquele caixão, um em cada ponta. Um portão se abre. Latidos eram ouvidos dali. Os homens andam mais um pouco, e é possível ouvir o portão se fechar. Ali dentro, um silêncio mortal, e finalmente, o caixão é colocado no chão.
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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Qui Nov 06, 2014 7:28 pm

Martin, que brigava com aquela sonolência, volta a ficar desperto quando algo se altera em sua viagem misteriosa. O veículo em que estava finalmente para. Uma sensação de alívio e ao mesmo tempo de temor toma conta de si. O que viria a seguir? Quieto e em silêncio, ele aguardava, e logo o caixão começa a ser levado pelo que pareciam ser 2 homens, em um idioma que ele não conhecia, o que era preocupante. Se não estava nos EUA e nem no México, países que conhecia muito bem os idiomas, onde diabos estaria?

Ainda quieto, Martin permanecia. Ouve os latidos e após mais alguma caminhada dentro de um ambiente completamente silencioso, o caixão parece ser colocado no chão.

Ele queria perceber onde estava e o mais importante, o que pretendiam fazer com o seu corpo. Não teria passado horas dentro de um carro se o seu corpo tivesse seguido diretamente para o cemitério da cidade após sair do presídio. Não, Martin era inteligente demais para não ter noção disso. Havia algo mais por trás daquilo. Pensa na encomenda e em tudo que fizera na noite anterior…

Seria aquela a chance de viver que lhe fora prometida se fizesse o que tinha sido pedido? Ou será que já estava do outro lado da vida mas ainda permanecia agarrado ao seu corpo físico?

Resolve continuar em silêncio por mais alguns instantes. Se a tampa do caixão fosse aberta, teria o elemento surpresa a seu favor!
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Martin Gutierrez Fletcher

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Qui Nov 06, 2014 7:41 pm

Após uns instantes de tortura por curiosidade, o caixão finalmente tme suas travas abertas, fazendo ecoar um alto som metálico dentro aquele caixão, extremamente acústico. Quando o mesmos e abre, uma luz amarela penetra os olhos de Martin, e mesmo não sendo muito forte, é o bastante pra causar um choque em sua visão, acostumada a horas de pura escuridão. Os dois homens estavam ali. Negros e altos. Vestiam-se com calças compridas e camisetas. Em seus pescoços, cordões com sementes e pedaços de ossos, até mesmo alguns dentes animais. O que para Martin era familiar. Já havia visto aquele tipo de cordão entre devotos da Santeria. Os homens, no entanto, não pareciam amigáveis a ele. Um deles tinha uma pistola apontada pra Martin, fazendo um sinal negativo com a outra mão, finalmente dizendo em um inglês cheio de sotaque, algo que agora, sem o isolamento do caixão, lembrava o francês.

- Sem gracinhas, Blanc.

Um deles se afasta, indo na direção de uma voz feminina suave, que falava na mesma língua que eles falavam antes. Um som era estranho. Era um animal. Fazia um barulho que Martin simplesmente não podia se recordar. Mas naquela ocasião... era um barulho capaz de gelar sua alma.
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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Qui Nov 06, 2014 8:11 pm

Como esperado, o caixão termina por ser aberto, mas Martin não contava que as horas preso na escuridão fosse o suficiente para lhe atordoar quando as luzes lhe atingissem a face. Talvez isso tenha prejudicado o seu tempo de reação e quando percebe, um dos homens já segurava uma arma apontada em sua direção. Não os conhecia de lado nenhum, mas conhecia muito bem os colares que usavam, eram dos cultos de Santeria. Quase sorri, não fosse o aspecto nada amigável dos dois. Eles falavam inglês, mas pelo sotaque era óbvio que não era o idioma materno deles. Talvez fossem imigrantes. Estaria em New Orleans? A cidade mais francesa dos Estados Unidos?

Não tem tempo para muitas considerações, pois logo percebe que não eram só os 3. Ouve uma voz feminina e um som de um animal que não fazia a menor idéia do que fosse, e mesmo para ele, um sujeito bastante corajoso, ouvir aquele som fez com que, instintivamente, chegasse a se encolher um pouco e ficasse receoso de sair do caixão.

“Quem são estas pessoas? O que querem comigo?”

Olhava para o homem armado, esperando por uma oportunidade em que ele se distraísse. Talvez pudesse desarmá-lo e pegar a arma. Talvez tivesse alguma oportunidade de se livrar daquela situação.


Última edição por Martin Gutierrez Fletcher em Qui Nov 06, 2014 8:31 pm, editado 1 vez(es)
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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Qui Nov 06, 2014 8:21 pm

Após uma ordem da mulher, em francês claro, o homem que segurava a pistola dá um sorriso largo, um tanto intimidador para Martin. Como se estivesse sendo contrariado em sua vontade de matá-lo. Essa era a impressão que Martin tinha, naquele momento de tantas dúvidas e fragilidade. Sua força, física e espiritual, estavam minadas pelas incertezas. O sujeito diz em um tom desanimado, até mesmo resignado.

- Pode se levantar, Blanc...

E então, ele dá as costas, colocando sua arma no cinto da calça, afastando-se a passos calmos dali. O som do animal agora era inaudível. A mulher havia se calado, e os homens também. Se houvessem grilos ali, eles certamente seriam ouvidos plenamente. Martin chega a imaginar que o animal tinha ido embora dali, mas quando vai se levantar, eis que ele se apresenta. Simplesmente pula sobre o caixão, colocando uma mão em cada lado dele, impedindo a saída de Martin. Estava com seus enormes caninos à mostra, gritando naquele som tipicamente primata, repleto de fúria. Era um babuíno completamente pelado, com a pele em cores diferentes. Alguns pedaços mais acinzentados, outros negros, e outros rosados. Era um animal simplesmente assustador, e a mistura entre seus enormes caninos, aparição repentina e aqueles gritos que pareciam vir direto do inferno, eram mais que suficientes para arrancar um grito de susto de qualquer homem crescido.


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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Qui Nov 06, 2014 8:43 pm

“O que eu fiz pra esse sujeito que eu nunca vi na vida estar com essa cara de quem quer me matar a todo custo?” – Pensa Martin ao ouvir o sujeito que irritantemente lhe chamava de branco, dizendo que ele podia se levantar e sair dali um tanto quanto contrariado.

Ele vê o homem guardando a arma e começando a se afastar do caixão e tudo mais era silêncio, nem mesmo parecia ouvir qualquer bicho assustador por ali. Ele dá um suspiro e quando vai se erguer para sair daquela maldita caixa onde passou infinitas horas, é surpreendido por um pequeno demônio que surgia do inferno.

Ele dá um grito de susto ao ver aquela coisa horrorosa que também gritava e parecia disposto a fazer dele o jantar da noite. Após a terrível surpresa, Martin, assustado e pouco interessado em servir de jantar, busca sua coragem interior e com toda força possível, tenta chutar aquele animal desvairado pra longe do caixão. Não iria ser filé de macaco escroto nenhum.

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Ayla - Martin

Mensagem  Ayla Adrieux em Qui Nov 06, 2014 8:58 pm

O homem da pistola riu com o susto de Martin, e buscando sua coragem, chuta aquele macaco, que se agarra em sua perna. Ele aproximou aqueles dentes que mais pareciam facas da perna de Martin, chegando a mordê-lo. Mas quando sua pele foi penetrada, pôde-se ouvir uma fala firme daquela mulher. Sua voz era como um trovão, e fez o macaco sair dali correndo, enfiando-se em algum canto. Agora livre, Martin poderia vê-la ao se levantar. Negra, alta, com cerca de 1,75m de altura. Curvas bem pronunciadas, principalmente pelas roupas justas que usa. Calça jeans, botas pretas de cano curto e uma camisa de botões branca, bem justa, e com alguns botões abertos em um decote, que deixava os seios um tanto visíveis, mas não muito. Seus cabelos eram trançados, com algumas das tranças tomando uma coloração azul. No pescoço da mulher, um cordão mais exótico e macabro. Preto e branco, fazendo o padrão de uma semente negra, e um dente pontudo. No meio, e entre os seios, um pequeno crânio com grandes caninos, provavelmente os de um macaco. Em seu nariz, era possível ver um piercing de meia lua entre as narinas, e na orelha, um alargador negro. Seus olhos eram de um azul profundo. E apesar de bem exótica, eera dona de uma beleza peculiar (Aparência 4). Ela começa a falar.

- Interessante. Não são todos que tentam atacá-lo... Um animal perturbador, não? Uma demonstração de que a natureza não é assim tão perfeita...

Ela deu um sorriso de canto, acabando por rir um pouco.

- Imagino que esteja confuso. Não é todos os dias que alguém sobrevive a uma injeção letal... Mas veja bem, você sabia que sobreviveria, não é mesmo? Que eu saiba, buscou por uma proteção que a maioria não ousaria possuir. Não é mesmo? Caso esteja ficando ainda mais confuso... Sou Ayla. O... Espírito que atendeu suas preces. Muitas delas...


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Martin - Ayla

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Sex Nov 07, 2014 7:25 am

A tentativa de chute de Martin faz apenas com que o macaco infernal morda-lhe a perna, machucando-lhe um pouco, algo leve. A coisa poderia ter ficado pior entre os dois senão fosse uma ordem da mulher que fez com que o macaco caísse fora dali. Martin observa rapidamente a arranhada dos dentes do bicho maldito e então finalmente pode se levantar.

Seus olhos vão diretamente ao encontro da dona daquela voz poderosa e ao vê-la, Martin surpreende-se. Era linda, dona de uma beleza incomum e um ar exótico. Vestia-se de forma comum, porém mantendo a sensualidade feminina e observando aquelas curvas, Martin pensa, por um breve instante, em quantos anos fazia que não estava com uma mulher. Sim, de certo modo, ela havia despertado sua libido, mas logo os seus olhos encontram o colar e sua mente tenta identificar se seria de algum orixá ou entidade, mas aquele crânio de macaco lhe dizia que aquele colar era do caminho da magia negra.

“Então…”

Não tem tempo de prosseguir com seus pensamentos ou suposições. A bela mulher começa a falar. Ao ouvir o elogio velado sobre sua coragem, Martin não evita um leve sorriso, era vaidoso. E então, as revelações começam a surgir. Aquela mulher era sua benfeitora. Identificava-se como Ayla, e dizia ser o espírito que havia atendido suas preces.

Martin estava acostumado a ver os espíritos quando estes se manifestavam para ele, e aquela mulher parecia bem “encarnada” aos seus olhos. Não parecia um “egun” (espíritos desencarnados), mas ainda sim, alguns espíritos poderiam, se quisessem, se “materializar”. Instintivamente Martin reclina ligeiramente o tronco, em sinal de respeito a “mulher-espírito” das trevas. Sua voz encantadora faz-se ouvir:

– Saúdo-lhe, venerável Ayla, espírito das trevas! Por ter me salvado da morte, curvo-me diante de vós, e clamo pelo vosso “ashe” (força espiritual, bênçãos) e proteção, venerável senhora.

Martin sabia muito bem que há muito tempo havia se desvirtuado em sua fé, não trilhava mais os caminhos que conduziam à luz, porém, as trevas haviam lhe acolhido e ele sabia que neste perigoso, mas vantajoso jogo, ele era um servo dos desejos sombrios.

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Sex Nov 07, 2014 7:58 am

A mulher cruza seus braços, observando a demonstração de gratidão de Martin. Primeiro, mantém-se impassível, deixando-o terminar aqueles elogios. Quando ele termina, ela finalmente volta a falar.

- Gratidão é algo raro nesses dias... Admirável. No entanto, toda essa idolatria é desnecessária. Os espíritos devem ser companheiros, e não mestres. Ao menos... Quando se fala de alguém como eu. Eu sei que você quer vingança. Vingança é uma coisa deliciosa, não é? E já pensou em como a exercerá?

A voz dela não era encantadora como a de Martin, era apenas bonita. Mas não era a voz, e sim como ela falava, que aguçava nele o desejo da vingança, que já era grande.
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Martin - Ayla

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Sex Nov 07, 2014 8:16 am

Curiosamente, Ayla não desejava adulação. Por alguns instantes aquilo deixa Martin confuso e intrigado, pois os bons espíritos sabia que devia respeitar, já os espíritos das trevas, supunha que desejassem sempre a adulação, mas se não era isso que ela desejava, tanto melhor. Trataria-a com respeito, mas como uma igual, que era o que ela parecia desejar.

Quando ouve sobre vingança, esboça um sorriso mais aberto, e então responde:

– Sim, é o que mais desejo. Quero que o bastardo do meu irmão sofra por cada dia que passei em fuga, por cada dia que passei atrás das grades, mas antes irei tomar o que era meu por direito e que aquele cão imundo se apossou. Quero que a vida dele se torne um inferno sobre a terra, que ele sinta o sofrimento e o desespero, que implore pelo abraço da morte, e que eu possa negar-lhe este abraço quantas vezes quiser, pois desejo tornar-me o senhor de seu destino miserável e talvez um dia, quando eu estiver satisfeito e cansado de perder o meu tempo com ele, darei-lhe uma morte lenta, sofrida e cruel.

Falava com convicção. No que dependesse dele, seu irmão sofreria em suas mãos. Ainda não sabia como, mas encontraria um jeito. As trevas trabalhavam a seu favor.

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Ayla - Martin

Mensagem  Ayla Adrieux em Sex Nov 07, 2014 8:40 am

O sorriso da mulher se alargou ao ouvi-lo, e ela parece suspirar. Fecha seus olhos azuis, e então faz um som um tanto serpentino. Agora que estava mais calmo, Martin poderia perceber melhor o galpão onde estava. Um lugar sujo, com um suave aroma de carne em decomposição. Nos cantos, poderia ver ossadas humanas. Algumas com um pouco de carne, de onde vinha aquele cheiro. Algumas pareciam estranhamente frescas, talvez do dia anterior. E de uma caixa torácica, o horrendo babuíno puxa uns pequenos pedaços de carne, se banqueteando naqueles restos mortais. Do meio dessas ossadas, diversas cobras saem. Algumas claramente venenosas, de menor porte. Outras, grandes constritoras, tão grossas quanto a coxa de um homem adulto. Quando ela finalmente abre seus olhos, eles estavam dourados, e chamavam sua atenção como nada em sua vida havia chamado. Estava, literalmente, preso naquele olhar por uns bons instantes, enquanto as cobras se aproximavam. Uma delas, uma jibóia albina, enrolou-se na perna da mulher, subindo até enrolar-se no pescoço da mesma. E como se não bastasse tudo aquilo, a língua dela saiu de sua boca, bifurcada como a de uma cobra, longa. Ela ergueu um pouco o próprio rosto, olhando-o de uma forma orgulhosa. Apesar dos olhos dela continuarem dourados, o olhar dela não mais o prendia.

- Pois bem... Eu tenho o poder para transformar tudo isso em realidade. Tenho o poder para fazer o seu irmão amá-lo, mesmo enquanto corta sua carne e nervos. Consegue compreender esse tipo de amor? Esse tipo de poder? É um poder que Orixá algum dará a um mero mortal. É um poder que apenas alguém como eu poderia dar... Diga-me, Martin... estaria disposto a deixar de lado as infantilidades da vida comum, para se tornar algo maior? Receber a benção reservada para os fortes de espírito?
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Martin - Ayla

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Sex Nov 07, 2014 2:48 pm

Ayla parece gostar de ouvir as palavras de Martin, pois até mesmo um suspiro é ouvido. Ela fecha os olhos e um emite um som bastante estranho, que lembrava uma cobra. Martin não compreende a reação, mas então pode observar, com um pouco mais de atenção, o local em que estava. Cheirava a morte, estava decorado com a morte.

Já havia visto muitas coisas desde que começara a lidar com a espiritualidade, mas aquilo instigava um certo temor, porém, o que vem a seguir é simplesmente assombroso, inúmeras serpentes começam a sair das ossadas e Martin chega a se assustar com aquele mar de serpentes. E então o mais impressionante acontece: Ayla reabre seus olhos e estes eram agora como puro ouro, era algo jamais visto, que parece lhe deixar prisioneiro daquele olhar e continuava a ser surpreendido, agora com a língua, uma enorme língua serpentina que saía da boca de Ayla, que lhe olhava de forma altiva, mas já sentia que não estava mais preso aquele olhar e percebe que, se quisesse poderia correr dali imediatamente.

Bem, de que isso adiantaria? Provavelmente terminaria morto, enfeitando as paredes daquele lugar. Não, não era isso que Martin queria.

Ao ouvir o que ela diz, Martin sente um estranho prazer. O convite era simplesmente irresistível, tentador. Poder que ele sempre desejou… poder que lhe traria tudo o que ele quisesse, da forma que ele quisesse, quando ele quisesse.

Quem era Ayla? Um ser das trevas? Um demônio em forma de uma linda mulher? Sim, tudo indicava que sim, e se tivesse algum juízo na cabeça, se ainda tivesse um coração puro e fiel aos Orixás, negaria aquele convite com sua própria vida. Mas Martin perdera este coração e esta fé sincera há muito tempo atrás, quando sua sentença de morte fora proferida pelo juiz da cidade e ele fora enviado diretamente para o presídio de Tucson.

Ayla lhe oferecia a oportunidade de deixar de ser um simples servo das trevas para transcender ao lugar que sempre lhe fora de direito. Não perderia esta oportunidade por nada neste mundo. De forma convicta, ele diz:

– Sim, minha senhora. Eu desejo receber todo o poder que puder me oferecer. Guie-me pelos caminhos que eu tiver que trilhar para transcender e o que quiser, eu farei sem hesitar.

Acabava de assinar um contrato com o demônio. Tinha consciência de que não havia volta. Comprometer-se desta forma com os poderes das trevas era ser engolido por elas, mas os benefícios, na sua opinião, valiam à pena.

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Ayla - Martin

Mensagem  Ayla Adrieux em Sex Nov 07, 2014 2:59 pm

Diante da resposta, Ayla apenas assente positivamente, e então desaparece da vista de Martin, que seria tomado por um intenso susto! Não era todos os dias que uma pessoa simplesmente desaparecia. Mas antes que ele tivesse chance de correr, ou falar qualquer coisa, podia sentir algo deslizando por seu pescoço. Algo gélido, escorregadio. Ele poderia pensar que era uma cobra, mas a sensação das mãos em seus ombros muda isso. Era aquela língua serpentina de Ayla... língua essa que se enterra na pele do homem, mas não causa qualquer dor. Muito pelo contrário! Ele tinha ali uma sensação de prazer que jamais havia experimentado, e era difícil até mesmo se manter de pé. Mas Ayla garantia isso, ao abraçá-lo, mantendo uma mão no peito de Martin, e outra um pouco mais abaixo, na barriga. Enquanto durava a sensação, Martin poderia se sentir mais fraco a cada instante que passava. Uma sonolência o tomava, uma tontura... Uma sensação estranha, como se estivesse sendo forçado ao sono. Mas não ao sono de todas as noites, e sim o sono eterno. Podia sentir sua vida ser retirada de si por aquela língua. Estaria ele sendo traído por ela? Aquele espírito das trevas o teria traído?
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Martin - Ayla

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Sex Nov 07, 2014 4:41 pm

Ayla desaparece da frente de Martin e por um instante, bastante assustado, ele pensa que havia perdido a “conexão” com o astral. Então ela era mesmo um espírito, pois não conseguia mais vê-la. E eis que, enquanto digeria aquela cena, algo toca-lhe o pescoço, frio, escorregadio. Uma daquelas serpentes?

Não. Mãos em seus ombros, por trás. Era a língua de Ayla, “bastante materializada” por sinal, e de repente um estímulo jamais sentido em sua vida, quando aquela língua parece enfiar-se em sua pele. Prazer intenso, indescritível. Suas pernas parecem fraquejar, e ele apenas não cede porque Ayla parecia lhe segurar em seus braços, com suas mãos dispostas em seu tórax. Martin geme sem pudores, entregue completamente ao assombroso prazer, mas então o prazer, progressivamente vai se misturando a uma outra sensação: fraqueza, tontura… seus olhos tornam-se pesados, era como se a vida começasse a se esvair a medida que Ayla lhe penetrava com sua língua serpentina. Estaria morrendo novamente?  Não, ele não queria morrer. Ele queria transcender! Ele queria o poder que Ayla lhe prometera! Ó, maldita demônia, fizera tudo aquilo para iludi-lo? Falsas promessas? Para quê?

Em meio ao turbilhão de pensamentos, ao prazer voraz e a crescente perda dos sentidos, Martin não conseguia desvencilhar-se daquele abraço ou de emitir qualquer som que não fosse um sôfrego gemido de prazer…

Sim, talvez a morte finalmente houvesse lhe encontrado, ao menos, aquela era uma forma gloriosa de ir ao seu encontro. Agradeceria Ayla quando se encontrassem novamente, nos confins do inferno.
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Ayla - Martin

Mensagem  Ayla Adrieux em Sex Nov 07, 2014 7:15 pm

E em meio àqueles questionamentos, à mistura entre rancor e prazer, Martin começa a perder sua consciência. Ayla deixa que ele saia de joelhos , e fraco de mais pra qualquer movimento, sua cabeça pendia pra trás, de forma que podia ver aquela mulher de pé, com o corpo inclinado para a frente, vendo-o de cima. Ela move a língua, e da ponta da mesma, um longo fio de sangue começa a cair, tocando os lábios de Martin, penetrando pelos mesmos e descendo garganta abaixo. Depois disso... foi tudo escuridão.
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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Dom Nov 09, 2014 8:56 pm

Martin acorda. Não poderia dizer quanto tempo passou. Mas acabara de passar pela experiência mais bizarra de sua vida. Sonhos estranhos o tomaram, e quando abriu seus olhos, tinha certeza de que ainda estava em um pesadelo. Estava imobilizado, de alguma forma. Se movesse seus dedos, poderia sentir terra entre eles. Debatendo-se, veria que a terra estava um tanto solta, recém cavada. Não tinha como saber a que profundidade estava, mas o terror se instalou em sua mente. Tal terror praticamente o fez esquecer do que havia acontecido antes de apagar, e levou um tempo, um bom tempo... pra descobrir que tinha algo estranho com sua respiração. Ela não parecia mais a mesma coisa. Como se não fosse necessária...

E pior: algo dentro de si o queimava. Sua garganta parecia estar prestes a rachar, de tão ressecada. Uma mistura cruel de sede e fome o toma completamente, quase o levando à insanidade. Ele só sabia de uma coisa: precisava sair dali. Precisava se libertar!!!


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Aí fica aquele esquema: você narra as sensações antes de apagar, os pesadelos, a sensação de acordar...
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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Seg Nov 10, 2014 4:14 pm

O prazer cessa no momento em que Ayla deixa Martin cair de joelhos. Sem forças que lhe restassem, sua cabeça tomba para trás, e seus olhos ainda conseguem ver o espírito-mulher-demônio com sua língua de serpente. Martin chega a sorrir (ou ao menos pensa sorrir), como quem estivesse a dizer: “Você me enganou… mas foi bom…”.Então, para sua confusão, chega a ver sangue escorrendo da língua dela e caindo direto em seus lábios para em seguida escorrer por sua garganta. Era o mesmo sabor do que havia bebido na noite anterior? Não sabia… Foi seu último pensamento antes de… morrer…

Ou seria adormecer?

Sonhos… ou pesadelos? Martin não sabia definir… tantas coisas... mas o que mais se recordava eram flashes dos mais importantes momentos de sua vida, que assistia na perspectiva de 3ª pessoa, tudo em velocidade acelerada e ao final de cada cena, serpentes de sangue engoliam a todos os que estavam naqueles momentos, no fim, quando olha a si mesmo, Martin era uma gigantesca serpente que engolia todas as outras e depois entrava num mar feito de sangue, com ondas violentas. Seguia serenamente mar adentro e no fim mergulhava para as profundezas de um oceano de sangue onde Ayla lhe aguardava…. E neste momento ele acordava.

“Mas… o que…?”

Pensava, ainda desorientado, tentando levantar-se. Mas… não podia?

“Preso novamente?! Isso já está ficando chato…”

Mas desta vez, era completamente diferente. Estava enterrado?!?!

Pânico. Era o que sentia ao perceber a terra pressionando e prendendo o seu corpo. Mas por que? O que havia acontecido? Era tudo confuso. Martin, por mais que tentasse, não conseguia se lembrar como tinha ido parar ali. Também, esta não era a sua principal preocupação. Estava preocupado em sair daquele buraco antes que começasse a ficar sem ar e acabasse morrendo sufocado de verdade, mas… enquanto se debatia inutilmente, percebe algo, após momentos que pareciam  uma eternidade. Na verdade não estava sufocando. Parecia que até conseguia respirar ali… ou melhor… parecia que não respirava.

“ Mas…se eu não respiro… oh, meu Deus… virei um espírito e ainda estou preso ao meu corpo físico?!”

Horror. Martin nem sequer queria ver. Sabia de espíritos que simplesmente ficavam ligados ao corpo físico por um longo tempo. Sentiam os vermes corroendo suas estranhas, o corpo tornando-se dia após dias carne putrefata até que somente ossos restassem. Talvez se começasse a pedir perdão e se arrependesse dos pecados que cometera enquanto era vivo… talvez algum guardião viesse lhe libertar…

Completamente confuso e apavorado, e como se não bastasse, ainda por cima havia uma estranha sensação em seu interior. Sua garganta estava seca, sentia uma fome voraz. Ou seria sede? Mas estava morto, não estava? Mal sabia distinguir, mas fosse o que fosse, esse era um estímulo ainda maior para sair dali antes que enlouquecesse… Tentaria de todas as formas que pudesse. Queria sair das entranhas da terra!
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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Seg Nov 10, 2014 4:31 pm

Em meio ao desespero, Martin testa se soltar daquele lugar. Mas sua primeira tentativa era falha. Não era forte o bastante pra mover a terra. Aquilo era frustrante, e diante de uma segunda tentativa, algo acontece, mas algo pior. Ele chega a se levantar um pouco, mas o peso da terra o forçou pra baixo, deixando-o em uma posição ainda mais limitada e difícil para a sobrevivência, não encontrando qualquer forma de se mover. Até que sua sorte começou a mudar... em uma próxima tentativa, consegue se posicionar melhor, iniciando sua saída daquele lugar. Não sabia se faltava pouco ou muito. Estava preso entre a esperança e o desespero. Mais tentativas, e mais falhas. Era fraco. Isso estava começando a ecoar em sua mente. Fraco! E se continuasse fraco daquela forma, seria forçado a observar sua carne se desfazendo de seus ossos. Sofrer eternamente em um buraco escuro!! Aquilo não era a sua intenção. E aquela fome!! A cada instante, ela parecia ficar pior, e Martin começou a sentir numa raiva enorme. Que apenas crescia a cada tentativa de escapar.

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2014-11-10 14:27:40 Martin rolls ?? dice to Escavar (Diff Cool ??? [2 successes]
2014-11-10 14:27:35 Martin rolls ? dice to Escavar (Diff Cool ??? [failure]
2014-11-10 14:27:27 Martin rolls ? dice to Escavar (Diff Cool ??? [failure]
2014-11-10 14:26:10 Martin rolls ? dice to Escavar (Diff 9) ??? [1 success]
2014-11-10 14:24:49 Martin rolls ? dice to Escavar (Diff 9) ??? (BOTCH x 2)
2014-11-10 14:23:45 Martin rolls ? dice to Escavar (Diff Cool ??? (BOTCH x 1)
2014-11-10 14:23:34 Martin rolls ? dice to Escavar (Diff Cool ??? [failure]

Bem, precisa acumular alguns sucessos pra sair! Não direi quantos são! Em caso de falha crítica, a dificudlade aumenta em um, até sair um sucesso, e então volta pra 8. Se quiser, já pode começar a gastar FDV!
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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Seg Nov 10, 2014 8:10 pm

As coisas não estavam funcionando como deveriam. Também, nunca tinha estado debaixo da terra antes e o desespero pelo visto só atrapalhava as coisas, pois suas tentativas são frustrantes. Parecia que tinha o peso do mundo sobre si, e aquilo começava e lhe deixar completamente furioso, especialmente quando sua própria mente começa a jogar de inimiga, atribuindo-lhe fraqueza como uma de suas características.

Por todos os diabos, Martin não era e nunca seria um fraco! Não aceitaria ficar naquele buraco para assistir os bichos comendo o seu corpo nunca! Com toda a força que tinha, instigado pela raiva, por seu ego, e pela devastadora fome que fazia morada em seu estômago, Martin reinicia suas tentativas com muito mais determinação do que antes! Iria sair daquele buraco e iria ser agora!

Seu primeiro impulso, cheio de determinação, é algo bem sutil, e quase frustrante. Logo em seguida ele não consegue nada e aquilo quase lhe arranca um grito de fúria, mas é o suficiente para lhe dar a energia que precisava para avançar e avançar e avançar e alcançar a superfície.

Livre! Martin estava livre!

____________________________________

OFF: 1 pt de FDV gasto.
Esses Sabá ao invés de deixar suas amadas crias despertarem em camas macias e quentinhas, de barriguinha cheia… tsc tsc… são mesmo uns selvagens… Razz



2014-11-10 17:28:36 Martin Fletcher rolls ? dice to escavar 4 (Diff 8 ) 10,6,3,9 [2 successes]

2014-11-10 17:28:06 Martin Fletcher rolls ? dice to escavar 4 (Diff 8 ) 2,2,7,8 [1 success]

2014-11-10 17:27:55 Martin Fletcher rolls ? dice to escavar 3 (Diff 8 ) 8,2,9,3 [2 successes]

2014-11-10 17:27:32 Martin Fletcher rolls ? dice to escavar (Diff 8 ) 1,2,9,4 [failure]

2014-11-10 17:27:09 Martin Fletcher rolls ? dice to escavar (Diff 8, used willpower) 3,7,9,1 [1 success]

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Seg Nov 10, 2014 8:33 pm

Finalmente! Martin consegue tirar seu tronco pra fora da terra. Poderia ver que estava em um lugar escuro. Mas a céu aberto. Várias carcaças de carros antigos, latarias enferrujadas. Um típico ferro velho. Mas havia uma coisa sobre os ferros velhos: sempre havia um maldito cão. E que vigiada aquele lugar não tardou a ir rosnando e latindo pra cima de Martin. Ele estava sozinho ali, e ainda estava terminando de sair da terra, quando o animal avançou em seu braço, o pegando e tentando perfurá-lo com seus caninos. Mas algo era diferente. Era um cão de porte médio a grande, preto. Parecia um dobermann, mas era claramente mestiço. E um cão daquele tamanho não estava conseguindo penetrar sua pele. Era como se estivesse com o famoso corpo fechado. Incapaz de ser ferido. Mas isso muda quando o cão começa a puxar, e finalmente rasga a pele de Martin. E nesse momento... A fúria que o tomou foi descomunal. E novamente, estava prestes a apagar, mas dessa vez, era algo diferente. Sua visão parecia ter ficado vermelha, e o impulso para morder, dilacerar aquele animal era simplesmente irresistível!!! A sede era terrível, em seu âmago primitivo e brutal, sabia que aquele animal era a solução.

___________________________
2014-11-10 18:31:32 Martin rolls ? dice to resistir Frenesi (Diff 10) ??? (BOTCH x 2)

Bem, pts de sangue zerados, fome do cão... e uma mordida. Não tinha como não entrar em frenesi! Agora, é falha crítica!! Besta 2.0!!
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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Ter Nov 11, 2014 8:02 am

Sair das entranhas da terra era um grande alívio.
Martin percebia que estava num ferro velho e quando ia se preparando para sair completamente, nota um cão raivoso vindo na sua direção para lhe morder. Seu primeiro instinto é proteger o rosto, e nisso o maldito cão dos infernos morde seu braço. Surpreende-se, pois imaginava que aquilo fosse doer mais, mas não. Talvez por que fosse um espírito?

Não! Logo que percebe que não era um espírito quando o cachorro finalmente consegue lhe ferir.

– Maldito pulguento! Eu vou te mostrar uma coisa!

Ódio. Sentia um ódio quase que bestial. E tudo o que vem a seguir é muito rápido. Sua visão parece ficar vermelha e a vontade de estraçalhar aquele bicho era muito acima de qualquer outro impulso de violência que tivera em sua vida.

Sentia não uma simples vontade de chutar ou bater naquele cão, o que sentia de verdade era um ímpeto descontrolado e animalesco de morder e engolir o pulguento se preciso fosse. Estranhamente, aquele animal parecia ser o alimento que precisava para saciar a voraz sede que lhe queimava as estranhas. Saciar-se num mar de sangue… tal qual seu sonho.

Martin rosna, urra para o animal. Havia se transformado em algo muito pior do que aquele cão. Só não sabia no que exatamente, mas não importava. Nada mais lhe importava naquele momento. Iria destruir aquele cão, queria ouvir os ganidos do animal enquanto lhe mordia com violência, beber cada gota do seu sangue e ao fim, iria palitar seus dentes com os ossos daquele cão imundo dos infernos. Nada e nem ninguém iria lhe impedir de satisfazer a sua vontade!

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Ter Nov 11, 2014 7:33 pm

E pela primeira vez, Martin se entregava à sua Besta!! Se deliciando no sangue do animal, podia sentir uma diminuição de sua fome. Estava bem menos torturante, mas ainda não era suficiente para que a tivesse aplacado como realmente queria. Quando o animal estava dilacerado, sua mente começou a clarear. A visão pareceu voltar ao foco, e quando percebeu, estava coma boca repleta de sangue. Assim como suas roupas. E ninguém precisava dizer aquilo: ele havia acabado de beber sangue, e isso, de alguma forma. Parecias tê-lo alimentado. Mas o temor do desconhecido era presente, mesmo para alguém como Martin, não familiarizado com os segredos daquele mundo. Antes que pudesse se afastar daquele corpo dilacerado, um homem parecia sair das sombras. Era um sujeito de altura média, e aparência também mediana. Branco, cabelos negros meio bagunçados. Usava uma camisa de botões preta, com as mangas encolhidas, e uma calça jeans, sapatos pretos. Ele parecia brincar com um isqueiro, que a cada vez que liberava suas chamas, fazia Martin ficar estranhamente apreensivo. Tinha que vigiar o fogo, precisava saber onde ele estava, e a que distância estava. Ao perceber isso, o homem ri, o guardando no bolso. Ele disse, de uma forma humorada, mas com um tom de maldade na voz.

- Heh... Então, você é Sangue-Novo... Tá com fome? Deve estar... um bicho desses não dá nem pro começo...

Ele olhou para o cão. Algumas batidas no metal dos carros era ouvida, dando a Martin a impressão de que ele estava cercado por um grupo. Mas só aquele homem lhe era visível.

- Esse buraco tava raso de mais. Não achei que a Ayla fosse ser tão generosa...


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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Qua Nov 12, 2014 7:43 pm

O que acontece é inexplicável, quando recobra a consciência e sua visão volta ao normal, Martin se depara com um cão estraçalhado e com sua boca e roupas cheias de sangue. Pensa em vomitar, mas estranhamente, aquele sabor era tão bom e já não sentia a mesma fome incontrolável de antes, embora não estivesse saciado. Não sabia como tinha deixado o animal naquele estado, mas era fato que havia bebido o seu sangue.

“Mas por quê? Será por causa daquele sangue que eu bebi na prisão?”

Confuso, percebe um homem que surge das sombras, brincando de acender um isqueiro. Ridiculamente, Martin sente um temor instintivo das chamas do diminuto objeto e de alguma forma, sentia que deveria manter distância das chamas, fossem elas de que tamanho fossem. O homem parece perceber, pois ri e guarda o isqueiro, aproximando-se de Martin e falando com ele. Martin não confiava naquele tipo, talvez pelo “ar” de maldade que haviam em sua voz e não pareciam que estavam a sós, embora não visse ninguém além dele, mas ele parecia saber o que Martin tinha feito e também conhecia Ayla, isso era o suficiente para iniciarem uma conversa:

– É… tô com uma fome do cão… literalmente. Não me importava de encontrar mais alguma coisa para comer… se possível, sem tantos pêlos…

Dá um riso curto. Seja lá o que estivesse acontecendo, aquele cara sabia do que se tratava e por isso Martin não iria fazer joguinhos.

– Ah… a Ayla… Vocês são amigos ? Ela é realmente uma mulher que leva um homem aos extremos… primeiro pro céu e depois direto para a cova… aquela safada… já agora, onde ela está? E.. qual o seu nome?

Pergunta olhando para os lados, observando o ambiente de forma atenta. Podia até estar receoso, mas isso não era algo que iria demonstrar, ao menos, não se pudesse.

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Qui Nov 13, 2014 10:27 am

O homem ouviu o que Martin tinha a falar. Não parecia esboçar qualquer grande reação com aquilo. Mas quando o mesmo perguntou ao homem o seu nome, ele ergueu os braços, com as palmas das mãos viradas pra cima. Sua voz saiu soturna, baixa.

- Poderia alguém nomear o Vazio? Eu creio que não... Mas se fosse possível, meu nome seria Andrew... Andrew Smith. Você fala de Ayla como se ela fosse uma amiga. Cuidado, criança da noite... Você recebeu um Dom precioso, se elevou como jamais poderia, se não fosse pelo sangue dela.

Assim que ele terminou de falar, foi possível ouvir o som de um falcão, que acabara de pousar sobre a carcaça enferrujada de um ônibus. E ao lado daquele homem, que aparentemente chamava-se Andrew, surgiu um segundo. Do nada. Isso fez Martin se lembrar de Ayla, de quando ela sumiu, e apareceu atrás dele. O homem já era mais bonito do que Andrew, com suas feições árabes, barba curta. Usava em sua cabeça um pano vermelho, meio desbotado. Sua camisa era preta, tipicamente árabe, o mesmo se repetia na calça. O homem avaliou Martin com um olhar duro, então que, com um movimento, fez o falcão pousar sobre seu ombro. Ele finalmente disse, para Andrew.

- Mundano de mais. Acredita que servirá para o propósito sagrado da Jyhad?

Andrew, ponderou.

- Se Ayla viu nele razão para dar seu sangue sagrado, deve ter algo a oferecer... Ela dá melhores explicações.


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Re: Ferro Velho - Zona Sul

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