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Mensagem  Admin em Qui Nov 06, 2014 6:28 pm

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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Seg Nov 17, 2014 6:22 pm

Sentir o sabor daquela mistura de sangues era simplesmente de outro mundo. Martin delicia-se com cada gole que entra em sua boca e desce por sua garganta. Aquilo sim era uma “bebida” de verdade e não aquela coisa rala do cadáver canino que jazia não muito longe dali.

Ayla entoava algo enquanto ele bebia e tão logo ele termina, o cântico termina. Já não sentia mais suas entranhas ardendo com aquela fome descontrolada. Era como se aquele sangue tivesse saciado parte da necessidade, ainda desconhecida, que sentia.

Então os outros se apresentam. A lourinha maravilhosa era Hilary. Martin sorri largamente para ela. A outra, a asiática, mais sisuda e longe de ser uma beldade estonteante como Hilary, era Christine. O “das Arábias” era Ahmed. E finalmente as respostas viriam, mas não seriam ali.

Ao ser chamado por Ayla, ele começa a seguir a mulher que lhe colocara no meio daquilo tudo. Pelo que percebia, aquilo era uma espécie de irmandade, talvez algum tipo de culto aos poderes das trevas, mas ele havia sentido seus caninos se projetando, e sabia que, pela cultura popular, criaturas que tinham caninos longos e bebiam sangue eram chamados de vampiros. Seriam eles realidade? Teria Martin sido arrastado para aquele mundo?

Ainda não sabia, mas estava a poucos instantes de começar a descobrir. Sentia-se, de certa forma, ansioso por começar a compreender.

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Martin Gutierrez Fletcher

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Ter Nov 18, 2014 11:22 am

Fora daquele ferro velho, havia uma van preta, grande, meio acabada em sua aparência. O árabe abre a porta lateral, que dava acesso à parte traseira dela. Ali seria visto um grande branco , na parede lateral da van, oposta à da porta. Nos fundos, haviam alguns travesseiros e cobertores. Andrew entrou primeiro, acendendo uma pequena lâmpada que havia ali, assentando-se na ponta do banco, perto do banco de motorista, ocupado pelo árabe. O de carona foi ocupado pela asiática, e então, Hilary e Ayla entraram. Hilary foi pros fundos, assentando-se nos travesseiros, e Ayla foi para o banco.

- Venha, Martin.

Quando entrasse, a porta se fecharia atrás dele, deixando espaços para se assentar junto de Hilary, ou no banco onde estavam Ayla e Andrew.

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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Ter Nov 18, 2014 12:18 pm

Seguem para um van meio velha estacionada do lado de fora. Martin procura observar a rua, anotando mentalmente alguma referência do local em que estivera, assim como procura ver se estava em algum lugar que fosse conhecido por ele. Ele é o último a entrar no veículo e resolve sentar-se ao lado de Ayla, pois afinal, aguardava pela conversa que lhe foi prometida. Certamente Ayla seria a responsável por isto e, embora a lourinha fosse bem interessante, Martin estava mais interessado em primeiramente saber no que tinha se metido.

Apesar de ansioso, continua de boca fechada. Deveriam começar a conversar assim que o veículo começasse a andar. Assim esperava.

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Martin Gutierrez Fletcher

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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Qua Nov 19, 2014 11:26 am

Quando se assenta ao lado de Ayla, a mesma espera uns instantes, com a van se afastando daquele ferro velho. Então, ela olha para Martin. Seu olhar trazia aquele ar de sabedoria, mas ao mesmo tempo, de uma infinita malícia.

- Pois bem, Martin... Você deve agonizando pela dúvida, certo? Nada mais justificável... Por isso, serei bem breve e direta nesse assunto. Nessa noite, você recebeu uma bênção. Uma bênção de iluminação. Mas não iluminação completa... essa deve ser adquirida através de eras de dedicação total. Hoje, Martin, recebeu a bênção de Caim. Sim, o Caim do Velho Testamento. Acredite ou não, existem verdades esquecidas naquele livro. Caim... aquele que sacrificou seu irmão ao Deus dos hebreus, e como conseqüência, ganhou aquilo que mescla bênção e maldição, dependendo de a quem você pergunta... O sangue, Martin. É nele que está o poder dado a Caim diretamente pelas mãos de Deus. Apenas o sacrifício nos eleva, essa é a mensagem que ficou.

Ela deu uma pequena pausa, sorrindo.

- E o que somos? Nós somos aqueles que lotam cinemas de gênero “terror”. Somos Vampiros, Martin. Ou Cainitas, como é mais apropriado. Nos alimentamos de sangue, possuímos presas, como você já deve ter percebido. Mas há muito, muito mais... Nessa noite, aprenderá aquilo que deverá mantê-lo vivo. Necessidades de seu corpo, que agora, não é morto, e nem vivo. E sim um estado transcendental entre os dois estados. Uma posição privilegiada, mas repleta de riscos...

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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Sex Nov 21, 2014 10:34 am

O mistério começa a ser revelado a medida que Ayla começa a falar. Martin ia ouvindo tudo com bastante atenção. Ela falava sobre bênçãos, sobre Caim, sobre o sangue, sacrifícios e sobre vampiros… Engraçado que mesmo tendo já pensado sobre a possibilidade, o fato de ter a verdade, ou parte, revelada, fazia com que tudo ainda fosse espantoso.

Um vampiro? Um ser nem morto e nem vivo? E que precisaria alimentar-se de sangue para o resto de… uma vida eterna?

Martin sorri… sorri largamente. Teria a chance de se vingar de seu irmão de uma forma muito mais incrível do que havia pensado. Ayla não lhe enganara! Ah… ela não era um espírito, mas sim uma vampira. Uma vampira que exalava sabedoria e malícia. Ela salvara-o da morte e agora lhe presenteava com a vida eterna. Como sua sorte mudara! Sentia-se simplesmente feliz.

Em silêncio, continua observando a mulher, ou melhor, a vampira que transformara sua vida, prefere não interromper, pois até aquele momento não haviam dúvidas, compreendia que havia se transformado em outra coisa, lembrava-se perfeitamente do sabor do sangue que conseguiu aplacar um pouco da insana fome que sentia, dos seus caninos se projetando, sim, tudo fazia sentido e ele ansiava aprender mais de sua tutora.

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Ayla - Martin

Mensagem  Ayla Adrieux em Sex Nov 21, 2014 1:08 pm

Ela deu uma pequena pausa em seu discurso.

- Vamos começar pelos riscos. O maior deles, como você já deve imaginar, tendo vivido na era do cinema, é a luz do Sol. Ela é uma grande verdade. Ela queima nossa pele, nossa carne, e se não tivemos pra onde correr, nossos ossos, em uma velocidade espantosa. Tenha isso em mente: não fique a céu aberto dentro da última hora antes do nascer do Sol. Logo pegará o hábito e marcar a hora exata do nascer do Sol, onde quer que você esteja.
Cruzes... Para alguns, elas são uma realidade. Mas esses são minoria. Para eles, as cruzes são assustadoras, e seu toque pode queimar a carne tal como a luz do Sol.
A estaca. Ela é um perigo real. Ela não te mata, mas ela te paralisa. Te faz ficar à mercê de alguém, completamente impotente. Não é uma ideia interessante, não é mesmo?
Para duas dessas coisas, terei que colocar um extra quando for falar das diferenças e divisões entre nossa “raça”.

Ela sorriu.

- Alguma dúvida a respeito de coisas que podem matá-lo? Ah, e já adianto... Danos graves ao seu corpo podem matá-lo. Mas não é fácil. E além do mais, o mesmo sangue que você bebeu há pouco, pode ser usado para restaurar a carne ferida. É uma visão interessantíssima, das primeiras vezes. Algo que deixaria os médicos perplexos...
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Martin - Narração

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Dom Nov 23, 2014 4:31 pm

Martin recebia as instruções de Ayla, memorizando tudo quanto possível, afinal, sua nova vida dependia daquelas coisas que ela ia revelando-lhe.

Jamais poderia ver a luz do sol novamente. Afinal, os filmes em que vampiros brilhavam a luz do sol além de serem um completo xarope estavam bem enganados quando a verdade. Cruzes podiam queimar, alguns. Esperava que isso não se aplicasse a ele. Experimentaria se confrontar com alguma cruz depois.

Estacas de caçadores dos filmes, meia verdade. Não matava, mas ela dizia que era capaz de paralisar um vampiro.

Dizia também que eles podiam morrer com danos graves, embora não fosse fácil, mas que o sangue podia ser usado para curar-se?

Desta vez ele tem dúvidas e aproveita para perguntar:

– Sim… quando se refere a estaca paralisar e não matar, como nos filmes. Também é como nos filmes? Tem que ser no coração ou qualquer lugar pode nos paralisar?

Quanto a estes danos graves que se refere, que espécie de danos são capazes de nos matar?

E como se usa o sangue para curar o corpo?


Não era tolo, queria logo aprender tudo o que pudesse, afinal, pretendia “viver” por muito tempo, quem sabe, eternamente.

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Ayla - Martin

Mensagem  Ayla Adrieux em Ter Nov 25, 2014 2:08 pm

- Apenas no coração, claro... Quanto ao tipo de dano que nos aflige, bem... Basicamente, o mesmos que afligem aos humanos. Balas podem nos matar, mas não é nada, nada fácil. Machados são perigosíssimos, bombas, terríveis. Porém, a maneira mais... definitiva de nos matar, concentra-se em 3 coisas: fogo, luz solar, e presas e garras sobrenaturais. Coisas que cortam o concreto e o aço como se não fosse nada...

Ela explicava de maneira quase cantante.

- Curar-se com o sangue é mais complicado. Primeiro, você deve aprender a ter controle sobre o seu sangue, direcioná-lo ao lugar ferido, e então fazer os tecidos naquele local o consumirem para forçar seu crescimento. Costuma levar algumas horas pra se pegar o jeito. Mas prometo que lhe darei a chance de treinar bastante a sua cura de ferimentos...

Ela esboça um sorriso que Martin poderia ver como sádico, mas não dura muito tempo. Ela toma fôlego, voltando a falar.

- Mas nem tudo é sofrimento. Nós também temos alguns dons. Poderes inerentes ao nosso sangue, que ficam maiores com o passar do tempo, e com o adequado treinamento. Esses poderes dependem de sua ascendência, e isso nos leva às 13 famílias.
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Martin - Ayla

Mensagem  Martin Gutierrez Fletcher em Sex Nov 28, 2014 6:23 am

Martin memorizava tudo que ia ouvindo e quando Ayla fala sobre ter oportunidade de treinar bastante a cura de ferimentos, ele vê um sorriso sádico nos lábios dela, o que indicava que boa coisa não viria dali, mas logo ela volta a falar. Falava dos dons, de ascendência e de 13 famílias.

– Que tipo de dons? E essas 13 famílias, o que são?

Questiona ele, ansioso por ouvir mais.
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Narração - Martin

Mensagem  Admin em Sex Nov 28, 2014 9:19 am

- Você me viu desaparecer na sua frente, me viu convocar as serpentes, viu meus olhos se tornarem dourados... Esses são os dons dos quais falo, mas existem muitos, muitos mais. Alguns tão sutis que chegam a ser invisíveis, e outros que trariam terror a qualquer um que os visse ser usados.

Ela dá uma pausa.

- Já as 13 famílias, ou 13 Clãs, nada mais são do que os nomes sugerem. No começo, havia Caim. Caim Abraçou – O Abraço, é o que eu fiz com você, converter um humano em um Vampiro -. Pois bem, Caim Abraçou 3 pessoas, de acordo com as lendas. Essas 3 Abraçaram mais 13. 13 pessoas com pensamentos diferentes, vontades e planos diferentes. Por algum motivo que ninguém pode apontar com certeza, Caim amaldiçoou cada um deles a uma diferente mazela. E essa mazela se propagou por todas as crias desses 13, que chamamos de Antediluvianos, por sua absurda longevidade. Essa mazela une os membros de determinado Clã, mas não apenas as mazelas. Como eu disse, os Dons dependem da Família à qual você pertence. Algumas famílias possuem Dons próprios e particulares, enquanto outras têm apenas Dons ditos “comuns”.

Uma outra pausa.

- Esses Dons são chamados, mais eruditamente, de Disciplinas. Elas englobam uma área de poder, e cada família possui 3 disciplinas inerentes ao seu sangue, que se tornam mais poderosas com o tempo. No entanto, há a possibilidade de aprender as Disciplinas d outras famílias.

Um toque de telefone era ouvido. Era o de Andrew, que o atende, dizendo.

- Uma convocação? (...) Sim, sim. Estamos a caminho.

Ele desliga o telefone, dizendo em voz alta.

- Uma Brujah da Camarilla invadiu a cidade, e transformou Hampton em pó. Victor a pegou. Agora, o Arcebispo nos chama. Provavelmente, pra assistir à punição que ela receberá.


_

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